BMW X6 – Inventando moda

Montadora alemã lança no Brasil utilitário-esportivo de quatro portas com estilo semelhante ao de cupê. Motores e sistema de controle de tração são novidades

De São Paulo (SP) – Quando o X6 foi apresentado como conceito, no Salão de Frankfurt, em 2007, era difícil acreditar que seria fabricado pela mistura de conceitos de utilitário-esportivo e cupê, sem segmento específico. Alguns meses depois, as primeiras unidades deixavam a fábrica de Spartanburg, nos Estados Unidos. Para deixá-lo diferente do X5, o novo modelo está equipado com motores e tecnologias exclusivas. O modelo, que é novidade, faz sucesso na Europa e nos EUA e começa a ser vendido no Brasil no início de setembro, em duas versões: com motor 3.0, de seis cilindros e 310 cv (R$ 325 mil); e V8 4.4, de 412 cv (R$ 390 mil).

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O X6 dá a impressão de ser um X5 com teto rebaixado, pois a frente é muito parecida. Ambos usam a mesma plataforma. Além de a curva do teto ser parecida com a de um cupê e a traseira ter design próprio, as diferenças externas vão muito além: o capô é alongado e mais largo e mais baixo. O balanço dianteiro – distância entre o centro da roda e a ponta do pára-choque – é curto, o eixo traseiro, mais largo, e tem a altura menor em relação ao solo. Nas portas dianteiras das duas versões do novo modelo (tanto na de seis cilindros quanto na V8), está a inscrição XDrive, que acompanha todos os carros 4×4 da marca.

Painel é igual ao do X5 e console tem apoio para joelho

Interior
Por dentro, a BMW foi honesta na proposta, definindo lugares para quatro pessoas (em poltronas individuais), em vez de apertar três adultos atrás. Pessoas de até 1,85m de altura não têm problema com o teto rebaixado no banco traseiro. O painel é igual ao do X5. Devido à caída de teto na parte de trás e ao vidro pequeno, a visibilidade traseira é muito ruim, mesmo com retrovisores externos de bom tamanho. Para resolver o problema, há sistema de câmera, que capta as imagens da parte de trás quando se engata a marcha a ré. O carro oferece todas as mordomias de um esportivo de luxo, desde o multimídia BMW i-Drive, que permite regular todos os sistemas do carro, até o equipamento de DVD na parte traseira (opcional), passando pelo ar-condicionado de quatro zonas. O porta-malas é de sedã: 570 litros.

O X6 chega ao Brasil com duas opções de motor, ambos com Twin Turbo e injeção direta de combustível: 3.0, de seis cilindros em linha, que é o mesmo que equipa o X5, mas com potência elevada para 310 cv; e o novo V8, de 412 cv. Durante percurso curto, em estradas de asfalto e circuito de terra no interior paulista, foi possível sentir o eficiente torque do propulsor 3.0, disponível entre 1.300 rpm e 5.000 rpm. A versão V8 não estava disponível para avaliação. Os dois têm câmbio automático de seis marchas, com controle eletrônico (que se adapta ao modo de dirigir do motorista) e possibilidade de troca manual (no volante ou na alavanca).

Outra novidade mecânica é o controle dinâmico de desempenho (DPC), que distribui a força entre as duas rodas do eixo traseiro, além de reparti-la entre os dois eixos, aumentando consideravelmente o equilíbrio do carro em relação ao X5. Para se ter uma idéia da eletrônica embarcada, o X6 tem 49 módulos eletrônicos. Resta saber se essa moda da BMW vai pegar no Brasil.

(*) Jornalista viajou a convite da BMW do Brasil.