A partir de R$ 114.400, novo City hatchback substitui o Honda Fit à altura?

Após críticas a respeito da não adoção de um motor turbo, confira o comportamento do modelo com o novo propulsor 1.5 aspirado

A partir de R$ 114.400, novo City hatchback substitui o Honda Fit à altura? Após críticas a respeito da não adoção de um motor turbo, confira o comportamento do modelo com o novo propulsor 1.5 aspirado

 

A Honda apresentou sua última novidade no Brasil. O City hatchback faz sua estreia no nosso mercado para substituir o finado Fit. Com pré-venda aberta desde o início do mês, em março o modelo já chega às concessionárias da marca. De acordo com a marca japonesa, o novo projeto não só continuará a atender aos clientes do monovolume, mas agrega evoluções que vão atrair um público bem mais amplo.

Se o Fit nunca chegou a ser um automóvel sexy, o City hatchback ficou muito bonito. Suas proporções – mais comprido, mais largo e mais baixo – atendem a uma velha fórmula que resulta em um visual mais esportivo. O City hatchback tem 25 centímetros de comprimento e 7cm de entre-eixos a mais que o Fit.

A dianteira é bem aerodinâmica, incluindo uma coluna A bastante inclinada. Os faróis, em LED na versão de topo, são ligados por um elemento cromado nada discreto. Já o para-choque é bem encorpado, com desenho em X e abrigando os faróis de neblina, que também são em LED no pacote mais equipado.

As laterais ganham “musculatura” com os ressaltos nas caixas de roda e os vincos bem marcados. As rodas são de 16 polegadas em ambas as versões. A antena tipo barbatana de tubarão complementa o visual esportivo. Já a traseira é o melhor ângulo do City hatchback, trazendo belas lanternas horizontais, para-choque mais encorpado e spoiler de teto. Só a ponteira do escape poderia ser mais caprichada.

Por dentro, o acabamento tem bancos em couro em todas as versões, assim como apliques nesse mesmo material no painel e nos painéis de porta, “quebrando” a aridez do excesso de plástico e enriquecendo o visual. Ainda é destaque o console central com direito a apoio de braço. O quadro de instrumentos tem uma telinha de 7 polegadas que reúne o conta-giros e o computador de bordo, enquanto o velocímetro é analógico. Já o sistema multimídia tem tela de 8 polegadas.

O espaço no banco traseiro é muito bom, chegando perto de levar três passageiros com algum conforto. Para os órfãos do Fit, o hatch traz de série o sistema Magic Seat, com quatro configurações dos bancos: a Utility, mais tradicional, com o banco traseiro rebatido; o Long Mode, que também rebate o banco do carona para levar objetos longos; o Tall Mode, que ergue o assento traseiro para levar objetos altos, o que não compromete o porta-malas; e o Refresh Mode, que rebate os dois bancos dianteiros para formar uma caminha. Com 268 litros, o volume do porta-malas não impressiona.

RODANDO No nosso breve contato com o veículo ficou claro que o novo motor 1.5 flex aspirado, com até 126cv de potência e 15,8kgfm de torque, tem tudo para agradar. Com tecnologias como injeção direta de combustível e comandos de válvulas variáveis, o motor entrega repostas muito rápidas para um aspirado.

O City hatchback não chega a ser um foguetinho na estrada, com resposta imediata como um modelo turbo, mas seu desempenho agrada principalmente quando se leva em consideração o baixo consumo de combustível. O câmbio é automático tipo CVT, que simula sete marchas para melhorar o desempenho. Se quiser trocar marchas manualmente, o modelo tem aletas próximas ao volante.

VERSÕES Por enquanto o City hatchback tem apenas duas versões disponíveis. O pacote de entrada é o EXL (R$ 114.400), e traz de série seis airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, alerta de baixa pressão dos pneus, sensores de estacionamento traseiro, câmera de ré, chave presencial, ar-condicionado digital e a central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.

Já a versão Touring (R$ 122.600) soma sensores de estacionamento dianteiros, faróis em LED, o LaneWatch, que é a câmera no retrovisor direito que monitora o ponto cego, e o Honda Sensing. Esse pacote reúne algumas funções semiautônomas como o controle de cruzeiro adaptativo, sistema de frenagem para mitigação de colisão, ajuste automático de farol alto e assistência de permanência em faixa que não só avisa quando o veículo está invadindo a pista vizinha, mas também corrige sua trajetória pelo volante.

VEREDICTO
Não restam dúvidas de que o Honda City substitui à altura o finado Fit, e com a evolução esperada para uma troca de geração: design, espaço interno, desempenho, pacote de equipamentos, além da mesma versatilidade. Porém, se antes a porta de entrada da Honda estava ali na casa dos R$ 80 mil, com o Fit e a antiga geração do City, agora está em torno de R$ 110 mil. Por pouco mais, é possível comprar um HR-V de entrada ou até mesmo algum Civic que ainda resta em estoque.

FICHA TÉCNICA

MOTOR
Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 1.497cm³ de cilindrada, 16 válvulas, flex, com injeção direta de combustível, que desenvolve potência de 126cv (gasolina/etanol) a 6.200rpm, e torques de 15,5kgfm (g) e 15,8kgfm (e) a 4.600rpm

TRANSMISSÃO
Tração dianteira, com câmbio automático CVT que simula sete marchas, com Paddle Shifts

SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS

Dianteira, independente, do tipo McPherson, com barra estabilizadora; e traseira, com barra de torção/de liga leve de 6,5×16 polegadas/185/55R16

DIREÇÃO
Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

FREIOS
A discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS/EBD/EBA

CAPACIDADES
Do tanque, 39,5 litros; porta-malas, 268 litros; e de carga útil (passageiros mais bagagem), ND

PESO
1.180 kg (Touring)

DIMENSÕES
Comprimento, 4,34m; largura, 1,74m; altura, 1,49m; e distância entre-eixos, 2,60m

CONSUMO (*)
Cidade: 13,3km/l (g) e 9,1km/l (e)
Estrada: 14,8km/l (g) e 10,5km/l (e)

Dados dos fabricantes
(*) Dados do Inmetro
(g) gasolina; (e) etanol
ND: Não disponível