A Polestar deixará de vender carros novos nos Estados Unidos a partir da linha 2027. A decisão ocorre após o governo americano negar à fabricante a autorização necessária para continuar comercializando seus modelos no país, tornando a marca a primeira grande vítima da nova regulamentação que restringe veículos com tecnologia de origem chinesa.
Embora tenha origem na Suécia, a Polestar pertence majoritariamente ao grupo Geely e utiliza softwares e tecnologias desenvolvidos na China. As novas regras americanas, conhecidas como Connected Vehicle Rule, proíbem a importação e venda de veículos equipados com determinados sistemas de comunicação de origem chinesa ou russa, incluindo módulos responsáveis por conexões via Bluetooth, Wi-Fi, rede celular e satélite. Segundo o governo dos EUA, esses componentes representam um risco potencial à segurança nacional.
A medida foi criada durante a administração de Joe Biden, mas está sendo aplicada pelo governo Donald Trump. A Polestar tentou obter uma autorização especial para permanecer no mercado, porém o pedido foi rejeitado pelo Departamento de Comércio americano.
Mesmo produzindo o SUV Polestar 3 em uma fábrica na Carolina do Sul e fabricando o Polestar 4 na Coreia do Sul, a marca não conseguiu escapar das restrições, já que seus sistemas eletrônicos continuam ligados à China. Em contrapartida, outras fabricantes com participação da Geely, como a Volvo, receberam autorização para seguir vendendo seus modelos no mercado americano desde que atendam às exigências da nova legislação.
A Polestar informou que continuará oferecendo assistência técnica, peças e suporte aos proprietários dos veículos já vendidos nos Estados Unidos, além de comercializar o estoque disponível. No entanto, nenhum modelo da linha 2027 em diante poderá ser lançado no país enquanto a regulamentação permanecer em vigor.
Apesar do impacto, a saída dos EUA não altera os planos globais da fabricante. A empresa já vinha concentrando sua estratégia na Europa, responsável pela maior parte de suas vendas, e também pretende expandir sua presença em mercados como América Latina, Sudeste Asiático e Canadá. O Brasil, inclusive, está entre os países que fazem parte dos planos de expansão da marca.
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