A Porsche divulgou, nesta sexta-feira (16), seu balanço referente ao ano de 2025. Ao todo, a marca do Grupo Volkswagen vendeu 279.449 veículos no ano passado, uma queda de 10% em comparação com 2024. Este foi o maior desde 2009, quando uma crise financeira afetou diversos países ao redor do planeta.
O relatório aponta, ainda, que o lucro da Porsche caiu 1,8 milhão de euros (cerca de R$ 11,2 milhões). No período, a empresa precisou interromper a transição para os veículos elétricos, retomando a aposta nos modelos a combustão devido ao recuo na procura por EVs.
Segundo a Porsche, 22,2% de suas entregas mundiais em 2025 foram de modelos totalmente elétricos, enquanto 12,1% híbridos plug-in. "Isso coloca a participação global de veículos totalmente elétricos no limite superior da meta estabelecida de 20% a 22% para este ano", afirmou.
Porsche recua na China, Europa e EUA
A China foi a principal responsável por derrubar os emplacamentos da Porsche. Segundo a marca, as vendas caíram 26% no mercado chinês devido à forte concorrência. Ainda assim, as rivais BMW e Mercedes sofreram menos no país, com recuos nas casas de 12% e 19%, respectivamente.
A Porsche também comercializou menos carros na Europa, com queda de 13% em 2025 - somente na Alemanha, o recuo foi de 16%. A empresa atribuiu a queda nas vendas no Velho Continente à falta de oferta dos modelos 718 e Macan com motor a combustão.
Por fim, nos Estados Unidos, houve queda de 12% nas vendas. Assim como Audi e outras marcas, a Porsche não possui fábrica no país norte-americano, ficando mais vulnerável às tarifas do presidente Donald Trump.
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