O Ford Mustang Mach-E voltou a encerrar o ano como o Mustang mais vendido da marca, superando novamente o modelo tradicional a combustão. O resultado chama atenção especialmente porque ocorre em um cenário de redução dos incentivos a veículos elétricos, que deixaram de existir no terceiro trimestre.
Em 2025, a Ford comercializou pouco mais de 51 mil unidades do Mach-E, número praticamente idêntico ao registrado em 2024. No mesmo período, o Mustang cupê somou pouco mais de 45 mil unidades, apresentando leve queda em relação ao ano anterior. A diferença entre os dois modelos ficou próxima de 14%, mantendo o crossover elétrico à frente pela segunda vez consecutiva.
Uma curiosidade está no ritmo de vendas. Enquanto em 2024 o desempenho do Mach-E foi relativamente constante ao longo do ano, em 2025 a maior parte dos emplacamentos ocorreu nos três primeiros trimestres. Mesmo com a desaceleração após o fim dos incentivos, o volume acumulado foi suficiente para repetir praticamente o mesmo resultado anual.
O desempenho do Mach-E ganha ainda mais relevância dentro do portfólio da Ford. Com o encerramento da produção da F-150 Lightning, o crossover passa a ser o único modelo 100% elétrico da marca voltado ao consumidor final. O E-Transit permanece em linha, mas é direcionado principalmente ao uso comercial e a operações de logística, com presença limitada no varejo.
Apesar da redução momentânea da oferta de elétricos, a Ford mantém planos para a eletrificação. A montadora já confirmou a intenção de desenvolver uma picape elétrica de preço mais acessível e foco em grande volume. A expectativa é que o futuro modelo siga uma proposta mais próxima da Maverick, conhecida pelo posicionamento compacto e pela boa aceitação no mercado, do que da F-150 Lightning, de porte maior.
Embora a comparação direta dos números seja natural, os dois modelos atendem a públicos e propostas completamente diferentes. O Mach-E se posiciona como um crossover elétrico voltado à mobilidade moderna e ao uso diário, enquanto o Mustang tradicional mantém sua identidade como esportivo, com foco em desempenho, estilo e experiência de condução. Por isso, o resultado de vendas não indica uma perda de relevância ou uma decadência do Mustang clássico, que segue como um dos esportivos mais icônicos do mundo.
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