Nova Honda NC 750X passa por mudanças estéticas e ganha motor mais potente

Modelo foi repaginado no visual, na eletrônica, no peso, na ergonomia e também na comodidade, com a versão de câmbio com dupla embreagem DCT

Nova Honda NC 750X passa por mudanças estéticas e ganha motor mais potente Modelo foi repaginado no visual, na eletrônica, no peso, na ergonomia e também na comodidade, com a versão de câmbio com dupla embreagem DCT

As duas versões, mecânica e automática, contam com pacote eletrônico

 

O modelo Honda NC (New Concept) foi lançado em 2012, ainda com motor de 700cm³. Em 2015, seu propulsor ganhou mais fôlego e passou dos 670cm³ para 745cm³. Já no ano seguinte, foi batizado de NC 750X, com modificações nas suspensões, que ganharam maior curso, e no visual, que adotou um jeitão mais aventureiro e fora de estrada. Porém, rodas em liga leve com aros de 17 polegadas, pneus mais esportivos e banco anatômico criaram uma mistura apelidada de “crossover”. Uma espécie de topa tudo do asfalto. Agora, o modelo 2022 ganhou outra generosa reforma. O visual foi atualizado, o motor ficou mais potente, o peso geral foi reduzido, além de ganhar versão com câmbio de dupla embreagem, DCT.

 Outra característica da NC 750X é conservar a cultuada medida de motor de 750cm³, batizada de “sete galo”. O numeral 7 mais o galo, que é representado no jogo do bicho pelo número 50. A original, CBX 750,  porém, tinha a mágica do motor de quatro cilindros em linha. O propulsor da NC 750X, entretanto, guarda mais uma curiosidade. É o mesmo do modelo Honda Fit, um 1.500cm³ “cortado” ao meio. Com dois cilindros paralelos, fica inclinado para frente em 62 graus, o que ajuda a rebaixar as massas e também abre espaço para um utilíssimo “porta-malas” no espaço onde seria o tanque e comporta, por exemplo, um capacete fechado. Na reforma, seu volume foi ampliado, passando de 22 para 23 litros.

O banco ficou mais baixo em 30mm e o para-brisa mais abrangente

TANQUE O tanque de combustível verdadeiro fica embaixo do banco e comporta apenas 14,1 litros. A explicação da Honda é que o motor é calibrado com as três primeiras marchas mais curtas e as três últimas mais longas, privilegiando o torque em baixas e médias rotações, não sendo necessário “esticar” o motor para obter desempenho, especialmente nas cidades, e, consequentemente, reduzir o consumo e também o tanque. Na prática, a teoria tem razão. Porém, as marchas curtinhas causam estranheza e as rotações foram aumentadas em 500rpm em relação ao modelo anterior. O motor ficou 1,2kg mais leve e fornece 58,6cv a 6.750rpm e torque de 7,03kgfm a parcos 4.750rpm.

A versão equipada com câmbio DCT pesa 224kg, com o tanque cheio

A tecnologia de intervalo de ignição irregular, com virabrequim defasado em 270 graus também contribui no torque. O efeito colateral atinge as reduções de marchas, que poderiam travar a roda, neutralizadas pela embreagem deslizante e assistida. No visual, alterações nas carenagens, no bloco óptico dianteiro, com farol em LED e luz de posição diurna, na lanterna traseira, no banco, que ficou 30mm mais baixo (802mm do chão), no escape com novo formato pentagonal e para-brisa mais abrangente. O quadro tubular em aço, tipo diamond, também foi redesenhado, perdendo 1,8kg. A economia geral de peso foi de 6kg, totalizando 214kg (modelo mecânico), já abastecida.

O painel também é novo, com tela digital em LCD

CÂMBIO O painel também é novo, com tela digital em LCD. Outra novidade é a eletrônica e a versão com câmbio de dupla embreagem DCT. O acelerador eletrônico (Throttle By Wire – TBW) possibilitou a adoção de três modos de condução padronizados e mais um ajustável conforme o piloto, regulando potência, freio motor e controle de tração em três níveis: Sport, Standard e mais o modo User, que ajusta cada parâmetro, independentemente dos outros, personalizando a pilotagem. A versão NC 750X equipada com o câmbio de dupla embreagem também conta com a eletrônica acoplada à operação da caixa de marchas, que funciona como “automática”.

 

No lugar do tanque convencional, um compartimento com capacidade de 23 litros

Nos controles não existe nem o pedal de marchas e nem o manete de embreagem. Porém, se quiser, o piloto pode comandar as trocas usando comandos no punho esquerdo do guidão. No modo automático também existe a possibilidade de ajustar as trocas em três modos, que esticam mais as marchas progressivamente e mais o modo User personalizável.

 

O conjunto óptico dianteiro, com farol em LED, foi renovado

 

O motor tem dois cilindros paralelos e fica %u201Cdeitado%u201D em 62 graus

O peso da versão DCT é de 224kg já abastecida, 10kg a mais que a versão mecânica em função da caixa mais complexa. Porém, a redução de peso em outras áreas (em relação à geração anterior) proporcionou equilíbrio. A suspensão dianteira Showa tem tubos de 41mm e 120mm de curso, com sistema Showa Dual Bending Valve (SDBV). Na traseira, monoamortecedor com 120mm de curso e regulagens na pré-carga. O freio dianteiro tem disco de 320mm e o traseiro, disco de 240mm de diâmetro, ambos com sistema ABS.

A Honda NC 750X foi apelidada de Crossover, um tipo de topa tudo no asfalto