A marca Kasisnki, que utiliza tecnologia da coreana Hyosung, luta por ser mais conhecida no Brasil. Instalada aqui desde 97, quando o empresário Abraham Kasisnky apostou suas fichas no segmento, após vender a multinacional Cofap, porém, a montadora ainda está longe da popularidade. Para tentar decolar de vez, a marca iniciou um programa de lançamentos, como o da nova Comet 250, agora batizada de Phase 2. Trata-se de um modelo com características esportivas e motor de dois cilindros em ‘V’ que o Veículos testou.
O porte da Comet 250 Phase 2 impressiona e parece que a motor é maior que uma 250. Essa diferença é um dos maiores atrativos do modelo, que conta com esse ‘chamarisco’ para convencer o consumidor. O preço sugerido de R$ 14.266, entretanto, também é maior que os dos modelos da concorrência (Honda Twister 250 e Yamaha Fazer 250, por exemplo), na casa dos R$ 10,2 mil/R$ 10,4 mil. Outro atrativo é o motor, que tem dois cilindros em V, inclinados em 75 graus, quatro válvulas por cilindro, alimentação por carburador duplo e refrigeração a ar e óleo, e fornece 32,5cv a 10.000 rpm.
Andando
A posição de pilotagem é mais esportiva. Os braços ficam esticados e o corpo inclinado para frente, quase abraçando o enorme tanque de 17 litros. O banco tem dois andares separados e encaixa o piloto em uma posição mais baixa, contribuindo para uma ergonomia menos convencional. Ao ligar o motor, um agradável ronco anuncia um propulsor mais nervoso, por meio de um escape de saída única e lateral, bastante inclinado, para aceitar curvas no limite, sem raspar e prejudicar a performance.
Na hora de acelerar, os dois cilindros em ‘V’ fazem diferença. A moto arranca rápido e segue acelerando forte em todas as cinco marchas. O motor transmite sensação de força e surpreende positivamente, embora os anunciados 32,5cv pareçam levemente otimistas. Nas curvas, o rígido quadro perimetral em aço, que fica à mostra, dá conta do recado, sem torcer e desestabilizar o conjunto. Os pneus sem câmara (110/70 na dianteira e 150/70 na traseira) são mais largos que os utilizados nas concorrentes, calçados em rodas de liga leve e aros de 17 polegadas, além de mais coerentes com o apelo esportivo do modelo.
Breque
Motor e ‘esqueleto’ fortes, bons ‘calçados’ não seriam nada se as suspensões não fossem compatíveis. Na dianteira, como nas esportivas, a Kasisnki Comet 250 Phase 2 adota o tipo garfo invertido, com tubos de 41mm de diâmetro e 120mm de curso. Na traseira, o sistema é mono, com 110mm de curso e possibilidade de regulagens. O sistema dianteiro, mais moderno, permite uma pilotagem mais abusada, com mais confiança, justificando seu caráter naked (pelada) esportivo.
Na hora de brecar, outro avanço importante. Na dianteira, adota um (quase) superdimensionado disco, com 300mm de diâmetro, mordido por duas pinças, e, na traseira, um disco simples de 230mm. Um conjunto que permite ‘dependurar’ no sistema, retardando a brecada em uma tocada esportiva, e ainda contar com mais segurança no dia-a-dia, pois o peso a seco de 150kg é superior ao das motos do mesmo segmento. O painel conta com conta-giros e velocímetro redondos e marcador de combustível. Nos comandos de mão estão lampejador e afogador. Inexplicavelmente, porém, a Kasisnki não tem concessionária em Belo Horizonte. Informações: 0800 559044 e www.kasisnki.com.br.