Na língua maori, Mana quer dizer potência, energia, força da natureza. Porém, na linguagem do mundo motociclístico, Mana quer dizer pura diversão e mordomia. Essa é a proposta da nova motocicleta da marca italiana Aprilia, batizada de Mana 850. Um modelo do tipo roadster, com sangue esportivo, que tem nova proposta na arte da condução. Está dotado de câmbio automático (tipo CVT, continuamente variável), com opção de comando manual, para preservar o prazer da pilotagem.
A Aprilia, recentemente adquirida pela gigante produtora de scooters e conterrânea Piaggio, aproveitou a união de forças e desenvolveu um inédito motor de dois cilindros em V de 839 cm³, com inclinação de 90 graus, refrigeração líquida e injeção eletrônica, que desenvolve 75 cv a 5.750 rpm. A sofisticada gestão eletrônica integrada, permite a mordomia do câmbio totalmente automático, como em um scooter, ou com sete marchas, operadas por botões no punho esquerdo, ou ainda pelo tradicional pedal de pé.
No módulo automático, o piloto pode optar entre três tipos de modo de câmbio: esportivo, touring (para viagens) e chuva (para pista escorregadia). A passagem de um para o outro ou para a modalidade manual pode ser feita a qualquer tempo, conforme a conveniência do piloto. As inovações não param aí. O falso tanque é na verdade um porta-malas, que comporta um capacete fechado. O tanque verdadeiro (15 litros) foi deslocado para debaixo do assento do passageiro.
Essa mistura de moto e scooter transforma o novo modelo em uma espécie híbrida, do tipo dois em um, explorando a praticidade dos scooters, sem interferir na essência das motos. A própria Piaggio já havia mostrado em 2003, com a também subsidiária Gilera, o protótipo Ferro 800, dotado de câmbio automático. A japonesa Yamaha apresentou a estradeira touring FJR 1300 com câmbio semelhante. Porém, câmbio automático e porta-malas em uma moto clássica, tipo roadster, são características exclusivas da Mana 850, que inaugura novo segmento.
Visual
Sem qualquer carenagem, a nova Mana tem desenho agressivo, com um grande farol ovalado, que lembra o da espetacular e também italiana MV Agusta Brutale. As rodas são em liga leve, com aros de 17 polegadas, características de motos esportivas. Os freios são poderosos. Na dianteira, dois discos de 320 mm, com pinças de fixação radial e quatro pistãos; na traseira, um disco simples de 240 mm. O painel, bem destacado, mistura elementos analógicos e digitais.
O quadro é em tubos interligados em forma de treliça e a balança traseira em alumínio. Em função da disposição do motor e tanque de combustível, a suspensão traseira (mono, regulável, com 125 mm de curso), foi deslocada para a lateral esquerda, mesmo lado da saída do escape. A suspensão dianteira telescópica tem tubos de 43 mm de diâmetro e curso de 120 mm. O peso a seco é de 190 kg. O preço ainda não foi fixado, mas se estima que vai ficar próximo de 10 mil euros (R$ 27.800), na Europa.