A Yamaha terminou o Brasileiro de Motocross 2026 com os títulos das duas principais categorias. Glenn Coldenhoff foi campeão da MX1 após empatar em pontos com Enzo Lopes e levar vantagem no critério de desempate. Na MX2, Salvador “Salvi” Perez confirmou a conquista na primeira bateria da etapa final, disputada neste domingo (13), em Brumadinho (MG).
Na MX1, Coldenhoff e Enzo Lopes terminaram o campeonato com 407 pontos cada. Como o título precisava ser decidido pelo número de vitórias, o holandês levou a melhor ao contabilizar 12 triunfos, contra cinco do adversário.
A campanha de Coldenhoff ganhou força na reta final da temporada. O piloto venceu 10 corridas consecutivas, incluindo as duas baterias da etapa decisiva em Minas Gerais.
Na primeira prova, Coldenhoff assumiu a liderança nas primeiras curvas e abriu aproximadamente 15 segundos para o segundo colocado. A segunda bateria apresentou um cenário diferente: o piloto largou apenas em sexto, mas recuperou posições ao longo da corrida até chegar novamente à liderança e garantir outra vitória.
O resultado colocou o piloto da Yamaha C6 Bank IMS no topo da classificação final, mesmo com a igualdade de pontos com Enzo Lopes.
Três pilotos entre os cinco primeiros da MX1
A Yamaha também terminou a temporada com outros dois pilotos entre os cinco primeiros da classificação. Fábio Santos, da Yamaha Monster Energy Geração, foi terceiro, com 286 pontos. Na etapa final, terminou as duas baterias na quarta posição.
Vitor Borba fechou o campeonato em quinto, com 252 pontos. O piloto foi sétimo na primeira bateria e quinto na segunda. Já Paulo Alberto terminou em sétimo, com 229 pontos, depois de conquistar dois terceiros lugares na etapa de encerramento.
Salvi Perez confirma título da MX2
Na MX2, Salvi Perez chegou à última etapa com 44 pontos de vantagem sobre Benjamin Garib. A diferença permitiu ao piloto confirmar matematicamente o título após vencer a primeira bateria.
A disputa pela vitória foi apertada. Perez cruzou a linha de chegada apenas 0,05 segundo à frente de Garib, resultado que garantiu o campeonato antes mesmo da segunda bateria.
O piloto terminou a temporada com 417 pontos, enquanto Garib ficou com o vice-campeonato, com 348. Pietro Piroli foi terceiro, com 317, e Henrique Henicka terminou em quarto, com 285.
Entre os demais pilotos da Yamaha, Luiz Filipe Rocha terminou a MX2 na quinta posição, com 252 pontos. Rodrigo Stuardo foi 12º, com 105 pontos, Sebastian Velasquez ficou em 16º, com 46, e Gustavo Torres terminou em 29º, com 17.
Entenda a diferença entre MX1 e MX2
A MX1 reúne motos de maior cilindrada, com destaque para as máquinas de 450 cm³ de quatro tempos. Já a MX2 utiliza motocicletas de menor cilindrada, como as 250 cm³ de quatro tempos.
O campeonato de 2026 teve, portanto, dois desfechos diferentes. Na MX1, o título só foi definido após o empate entre Coldenhoff e Enzo Lopes e a aplicação do critério de vitórias. Na MX2, Perez garantiu a taça ainda na primeira bateria da etapa final.
Com os resultados de Brumadinho, a Yamaha encerrou a temporada com os campeonatos da MX1 e da MX2.
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