Confira como o Jeep Compass a diesel se sai frente aos novos concorrentes

Apesar de ser mais caro que os SUVs médios flex, motor diesel é um grande diferencial para o modelo, respondendo por 48% de seu mix de vendas

Confira como o Jeep Compass a diesel se sai frente aos novos concorrentes Apesar de ser mais caro que os SUVs médios flex, motor diesel é um grande diferencial para o modelo, respondendo por 48% de seu mix de vendas
NOTA DO VRUM:
Nota VRUM

A linha 2022 do Jeep Compass ganhou modificações importantes. A mais importante delas foi a chegada do motor 1.3 turbo flex, que nós já testamos (clique aqui para conferir). Mas o foco hoje é analisar como ficou a motorização diesel do SUV médio com a chegada de concorrentes que prometem dar trabalho, como o Volkswagen Taos e o Toyota Corolla Cross. Qual seria o impacto desses modelos nesta “prateleira de cima” do Compass, já que a motorização a diesel é vendida a partir de R$ 207 mil?

Para quem acha que, com esse preço, a linha diesel desse SUV vende pouco, saiba que ela responde por 48% de seu mix ao longo de 2021. Nós testamos a versão Limited, a intermediária com motorização turbo, que custa R$ 227 mil. Do ponto de vista visual, a reestilização da linha 2022 foi bem suave, apenas para manter o modelo atualizado.

A dianteira ganhou faróis em LED mais afilados, assim como a grade de sete fendas, além do para-choque com novo desenho. Na lateral, as rodas de 19 polegadas são novas. Já as lanternas mantiveram o contorno, mas seu interior mudou um pouco.

VIDA A BORDO Já por dentro, a evolução do novo Compass é visível e o modelo finalmente atinge o padrão que o segmento exige. O painel ganhou visual e acabamento bem mais atual e refinado. Nesta versão Limited, o quadro de instrumentos é digital, com 10,25 polegadas, e funciona em conjunto com a tela flutuante de 10,1 polegadas da central multimídia. O novo volante é mais elegante, assim como a distribuição dos comandos e o painel com acabamento em couro. A unidade testada trazia como opcional (por R$ 1.600) os bancos e o painel revestidos em couro marrom, que deixaram o interior bem mais distinto que o couro preto que vem de série.

Outro opcional era o teto solar panorâmico, mimo que custa quase R$ 9 mil. Na versão Limited, o banco do motorista tem regulagem automática, mas para oferecer este item para o passageiro é preciso levar um pacote de opcionais que também traz a abertura e fechamento elétrico da tampa do porta-malas. Falando nele, o compartimento de bagagem tem bom espaço, 476 litros, e ainda guarda o estepe, que é de uso temporário. O banco traseiro tem bom espaço para dois ocupantes, oferecendo ainda saídas de ar-condicionado, várias tomadas, porta-trecos, iluminação e apoio de braço.

RODANDO O motor continua o mesmo 2.0 de antes, com 170cv de potência. A grande vantagem de se ter um motor a diesel, além da resposta rápida proporcionada pelo turbo, é o torque elevado, que no caso desse motor é de 35,7 quilos. Então, desempenho não é o problema, aliando a boa performance a um baixo consumo de combustível, mérito também do câmbio automático de 9 marchas, que tem opção de trocas manuais por aletas. Também não podemos esquecer dos atributos fora de estrada do Compass diesel, com tração 4×4, reduzida, sistema de tração conforme o piso e controle de descida. As suspensões se destacam pelo conforto de rodagem, filtrando muito bem as irregularidades.

ARLA 32 Uma novidade no Compass a diesel é o sistema de pós-tratamento dos gases de escape, adotado para adequar o veículo às novas normas de emissão, que exige que o veículo seja abastecido com um aditivo chamado Arla 32. De acordo com a Jeep, o tanque de 13 litros é o bastante para rodar 10 mil quilômetros, que é equivalente à média que um carro de passeio roda por ano. Porém, a unidade em teste tinha rodado quase 1.700 quilômetros e gastou ao menos um quarto do tanque de Arla 32. Se continuar assim, o tanque de aditivo não vai durar nem 7 mil quilômetros. E o problema não é o custo, pois o Arla 32 não é caro, mas a chatice que é ter mais um reservatório para administrar.

CONTEÚDO A versão Limited custa R$ 227 mil e oferece de série sete airbags, controles de tração e estabilidade, chave presencial, assistente de estacionamento, freio de estacionamento eletrônico com sistema auto-hold, ar-condicionado de dupla zona, carregamento sem fio para o celular e sistema multimídia com navegação GPS e espelhamento do smartphone sem fio.

A unidade testada ainda estava equipada com o Pack High Tech, que custa R$ 10 mil e traz diversas funções semiautônomas como reconhecimento de placas de trânsito, comutação automática de faróis, aviso de colisão frontal com frenagem de emergência, assistente de mudança de faixa e controle de cruzeiro adaptativo

CONCORRENTES O Compass a diesel custa a partir de R$ 207 mil, portanto mais caro que as versões de topo do Volkswagen Taos e Toyota Corolla Cross, mas também mais em conta que SUVs médios a diesel como Mitsubishi Outlander Diesel (R$ 284 mil) e Chevrolet Trailblazer (R$ 325 mil).

No caso do Taos, a versão Highline custa na casa dos R$ 182 mil e está equipada com o motor 1.4 turbo de 150cv e câmbio automático, com desempenho inferior. De série, a versão traz conteúdo semelhante, como quadro de instrumentos digital, multimídia com tela de 10 polegadas e algumas funções semiautônomas como e controle de cruzeiro adaptativo. Como custa menos, o Taos é superior em equipamentos.

Já o Corolla Cross Special Edition custa cerca de R$ 192 e sua “pegada” é mais ecológica, já que conta com motorização híbrida, com desempenho sofrível. Como conteúdo, o modelo oferece várias funções semiautônomas, como assistente de pré-colisão com frenagem automática, sistema de assistência de permanência de faixa e controle de cruzeiro adaptativo.

MERCADO Acostumado a liderar com folga, o Compass já sente o Corolla Cross “fungando no seu pescoço”. No mês de julho, o Compass teve 6.670 emplacamentos, enquanto foram vendidas 5.060 unidades do Corolla Cross. Esse também foi o primeiro “mês cheio” do Taos, que teve 1.026 emplacamentos. Ainda é cedo para definir um líder nesta briga, mas podemos falar que essa opção a diesel do Compass faz e vai fazer a diferença para a Jeep justamente por seu posicionamento de mercado frente aos demais SUVs a diesel e a aceitação dos compradores, haja vista sua participação de 48% na gama do modelo.


FICHA TÉCNICA

MOTOR
Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, turbodiesel, 16 válvulas, 1.956cm³ de cilindrada, que desenvolve potência máxima de 170cv a 3.750rpm e torque máximo de 35,7kgfm a 1.750rpm

TRANSMISSÃO

Tração 4×4 com reduzida; e câmbio automático de nove marchas

SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS

Dianteira, McPherson, com rodas independentes, braços oscilantes inferiores com geometria triangular e barra estabilizadora; e traseira, McPherson, com rodas independentes, links transversais/laterais e barra estabilizadora / 7,5 x19 polegadas (liga leve)/ 235/45 R19

DIREÇÃO
Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

FREIOS
Discos ventilados na frente e sólidos na traseira, com ABS e EBD

CAPACIDADES
Do porta-malas, 476 litros; tanque de combustível, 60 litros; reservatório de ureia, 13 litros; e capacidade de carga (passageiro e carga), 400 quilos

DIMENSÕES
4,40 metros de comprimento; 1,82m de largura; 1,63m de altura; 2,63m de entre-eixos; altura livre do solo, 21,2cm

PESO
1.765 quilos

DESEMPENHO
Velocidade máxima: 197km/h
Aceleração até 100 km/h: 10,7 segundos

ÂNGULOS
De ataque, 29,9 graus; de saída, 29,3 graus; de rampa, 21 graus

CONSUMO (*)
Cidade: 10,4km/l
Estrada: 13km/l

Dados do fabricante
(*) Medição do Inmetro

EQUIPAMENTOS

DE SÉRIE
Airbags frontais, laterais, de cortina e para os joelhos do motorista; Isofix; acendimento automático dos faróis; sensor de chuva; sensores de estacionamento dianteiros e traseiros; controle de estabilidade, tração e anticapotamento; controle de descida; assistente de partida em rampa; assistente de estacionamento; monitoramento de pressão dos pneus; monitoramento de pontos cegos; assistente de frenagem de emergência; câmera traseira; volante com ajuste em altura e distância; aletas para trocas de marcha; banco do motorista com ajustes elétricos; bancos e volante revestidos em couro; apoia-braço com porta objetos; freio de estacionamento eletrônico e sistema auto-hold; retrovisor interno eletrocrômico; faróis full-LED; faróis e lanterna de neblina; iluminação do porta-malas; estepe de uso emergencial; ar-condicionado automático de dupla zona; multimídia com tela de 10,1 polegadas, espelhamento sem fio com smartphones e navegação GPS; quadro de instrumentos digital com 10,25 polegadas; chave de presencial com partida remota do veículo; sistema de áudio com 6 alto-falantes; para-sóis com espelho de cortesia; tapetes em carpete; rack de teto cromado; teto pintado em preto.

OPCIONAIS
Pintura perolizada (R$ 2.400); bancos revestidos em couro marrom Arizona (R$ 1.600); Pack High Tech (R$ 9.900), composto por reconhecimento de placas de trânsito, comutação automática de faróis, detector de fadiga do motorista, aviso de colisão frontal com frenagem de emergência e detecção de pedestres e ciclistas, abertura elétrica do porta-malas, banco elétrico para passageiro, sistema de som Beats de 506w (8 alto-falantes e subwoofer), assistente de mudança de faixa e piloto automático adaptativo; teto solar panorâmico (R$ 8.900).

Quanto custa?

O Jeep Compass Limited TD350, versão intermediária equipada como motorização diesel, tem preço sugerido de R$ 226.990. Com os opcionais citados, a unidade testada custa R$ 249.790.