Híbridos

GWM aposta em sistema híbrido para introduzir seus carros no Brasil

Tecnologia híbrida DHT permite uma experiência real de condução elétrica; Haval H6 será o primeiro a recebê-la

Modelo de carro Haval H6 da GWM com camuflagem preta e branca e visto de lado.
Modelo Haval H6 da GWM será o primeiro a utilizar a tecnologia DHT Fotos: GWM/divulgação

Com previsão de lançamento para o fim deste ano no Brasil, os SUVs e picapes da GWM serão equipados por um sistema híbrido DHT (Dedicated Hybrid Technology). A tecnologia foi apresentada pela marca na terça, 21, em evento online. Segundo a fabricante, o Haval H6 será o primeiro a adotar o conjunto no Brasil.

O que é um sistema híbrido?

A hibridização é considerada a transição entre os carros a combustão e os carros elétricos. Veículos híbridos, então, possuem motor a combustão (movido por gasolina, diesel ou etanol) e, também, propulsor que opera à base de energia elétrica.

Sendo assim, o sistema DHT funciona a partir de um motor 1.5 turbo, uma dupla motorização elétrica (Dual Motor) e um par de engrenagens fixas que conectam o motor a combustão às rodas. Nesse caso, a motorização elétrica tem protagonismo e o motor a combustão serve apenas como apoio quando necessário. 

O Dual Motor, por sua vez, tem três funções nesse sistema. Ele transmite o movimento diretamente para as rodas, recarrega a bateria do conjunto híbrido e auxilia o motor a combustão gerando torque adicional em condições de alta demanda.

Sistema DHT visto de frente com toda a sua estrutura e engenharia exposta.
Sistema DHT; o motor elétrico é o personagem principal e o motor a combustão serve com suporte

Câmbio

Ao invés de recorrer a um câmbio tradicional com várias marchas, a GWM, com o DHT, apostou em um motor a combustão com apenas duas engrenagens. Uma destina-se ao uso em altas velocidades e a outra, às médias velocidades. Elas trabalham em conjunto com o Dual Motor

Para as baixas velocidades, o sistema privilegia a condução com engrenagem de motorização elétrica. Já nas situações de altas rotações, a outra engrenagem é acionada.

Versões híbridas da GWM

A tecnologia DHT da GWM  se desdobra em três versões de modelos híbridos: híbridos convencionais (HEV), híbridos plug-in (PHEV) e híbridos plug-in com um motor elétrico (PHEV P4).

  • HEV: apresenta configuração 1.5T+DHT130, composto pelo motor a combustão 1.5 turbo e em Dual Motor. A potência varia de 243cv a 393cv e o torque vai de 530 a 570Nm. Assim, para uma aceleração de 0 a 100km/h, são necessários entre 8,0 a 6,5 segundos.
  • PHEV: possui as mesmas condições técnicas que o HEV, mas ele adiciona uma bateria maior, que fornece uma autonomia elétrica de até 200km. 
  • PHEV P4: com configuração de 1.5T+DHT130+P4, ele possui um motor elétrico extra no eixo traseiro. Dessa forma, a potência máxima varia entre 393cv e 483cv e o torque chega a 762 Nm. Isso resulta em uma aceleração mais eficaz: 0 a 100 km/h entre 4,8 a 5 segundos, com até 180 km de autonomia elétrica. Além disso, o motor extra proporciona o recurso AWS ALL-Terrain, um sistema de tração permanente nas quatro rodas que conta com divisão inteligente de torque entre os eixos. Com isso, o veículo obtêm maior desempenho off-road em estradas de terra e maior aderência e estabilidade em pisos de asfalto seco ou molhado. Outro benefício que o recurso gera é a capacidade de subir rampas de até 65% de inclinação.

Vantagens do DHT GWM

  • Alto desempenho e baixo consumo;
  • Adequação para o trânsito urbano e rodoviário;
  • Tamanho compacto e baixo peso do conjunto motriz;
  • Baixo nível de ruído e vibração;
  • Experiência real de veículo elétrico.

Outra vantagem do DHT é a possibilidade que ele oferece de uso do motor a combustão como gerador para recarregar a bateria, apenas. Assim, o motor elétrico pode ser utilizado mesmo com baixo nível da bateria.