Crise de fornecimento

Fiat em Betim está com parte de sua produção paralisada por 10 dias

De acordo com a Stellantis, metade dos trabalhadores do complexo de Betim estão de férias coletivas devido à falta de insumos

Fiat Uno vermelho visto de frente com faróis acesos em linha produtiva na fábrica Fiat Betim.
Fiat Betim terá ritmo de suas linhas produtivas reduzido por 10 dias devido à paralisação Fotos: Divulgação/Fiat

Localizada em Betim (MG), a fábrica da Fiat concedeu férias coletivas para metade de seus funcionários, cerca de 5.500 pessoas. Segundo a empresa, o motivo foi a falta de componentes no mercado. A ação teve início no dia 20 deste mês na planta de motores e transmissões e no dia 22, na de veículos e ela se estenderá até o dia 1° de julho.

“A concessão de férias coletivas se destina a adequar o ritmo e volume de produção à disponibilidade de peças e insumos”, informou a Stellantis, grupo que controla a marca.

As demais fábricas da Stellantis, localizadas em Goiana (PE) e Porto Real(RJ) não foram afetadas desta vez.

A Fiat Betim é responsável pela produção dos modelos Mobi, Argo, Strada, Pulse e Fiorino. O polo automotivo produz, também, os motores 1.0 Fire e os 1.0 e 1.3 Firefly, aspirados e turbo, que são fornecidos para outras fábricas. Ao mesmo tempo, ele se prepara para a chegada de mais um modelo, o Fastback, que será apresentado no segundo semestre deste ano.

Crise não é só na Fiat Betim

O problema da falta de insumos, no entanto, não é recente no segmento automotivo; desde o início da pandemia da Covid-19, as montadoras de todo o mundo sofrem com o fornecimento insuficiente desses materiais. Dentre eles, incluem-se desde os semicondutores até plástico, metais e pneus.

No caso dos semicondutores, isso aconteceu porque a cadeia global de produção de componentes e chips eletrônicos mudou de estratégia para atender ao forte crescimento das vendas de eletrônicos no mundo durante esse período.

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