INTERNACIONAL

Maior exportador de petróleo do mundo pressiona preço da gasolina

Arábia Saudita não aumentará produção para suprir maior demanda na Europa

Plataforma de petróleo P51 da Petrobras em operação
Petróleo tem cotação internacional: poucos países produzem-no em larga escala Foto: Petrobras/ Divulgação

A Arábia Saudita, que detém o título de maior exportador de petróleo do mundo, está operando no limite e afirma não ter condições de aumentar a produção. As afirmações partiram do príncipe herdeiro do país, Mohammed bin Salman. Dese modo, o monarca pressiona o preço da gasolina, que subiu em todo o planeta após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Os países europeus são os maiores importadores do petróleo da Arábia Saudita e têm demandado mais quantidade desse insumo: vale lembrar que a Rússia, que até recentemente também abastecia o Velho Continente, reduziu as exportações em resposta às sansões econômicas impostas após o início do conflito na Ucrânia.

Como a demanda está em alta, mas a produção se manterá estável, a tendência é que os preços dos combustíveis fósseis, como a gasolina e o óleo diesel, siga elevado. E esse fenômeno é global, uma vez que o petróleo tem cotação internacional.

Anteriormente, a Arábia Saudita previa aumentar a extração diária para 13 milhões de barris bpd até 2027. O país também é rico em gás e planejava crescer a produção em 50% até 2030. Entretanto, as novas declarações do príncipe herdeiro jogaram essas estimativas por terra.

Mohammed bin Salman aproveitou ainda para criticar as fontes limpas de energia, que vêm sendo adotadas rapidamente na Europa. Para o monarca, investimentos nessas matrizes trarão fortes problemas sociais e econômicos, entre os quais uma “alta sem precedentes nos preços da energia e aumento do desemprego”, afirmou.

A médio prazo, preço da gasolina pode cair

Felizmente, outros países produtores de petróleo devem aumentar a produção. Estados Unidos e Canadá, por exemplo, já anunciaram investimentos para expandir a extração. O problema é que tais medidas não são instantâneas: a previsão é de que a oferta do insumo só volte a atender à demanda a partir do ano que vem.

De acordo com a Agência Internacional de Energia, outras medidas econômicas também podem interferir, de maneira positiva, nos preços da gasolina e do diesel ao longo dos próximos meses. Entre elas, está a recuperação econômica na China e a maior oferta de fontes renováveis na Europa. As informações são do site espanhol Motorpasión.

Assista ao vídeo e conheça dicas para economizar gasolina enquanto os preços estiverem altos!