Completar o reservatório do sistema de arrefecimento apenas com água acelera a corrosão e compromete a vida útil do motor. Essa prática diminui a concentração do aditivo específico, o que afeta o controle da temperatura operacional e prejudica o funcionamento dos componentes.
A água comum apresenta sais, minerais e outras impurezas que aceleram o desgaste e geram depósitos no sistema. A água desmineralizada serve para a diluição, mas precisa atuar associada ao aditivo concentrado na proporção orientada pela montadora. Essa combinação garante a proteção das peças e o controle térmico necessário.
Manutenção correta e escolha do aditivo
O sistema de arrefecimento de um veículo opera sob altas pressões e temperaturas elevadas. O circuito reúne componentes como radiador, reservatório, bomba d’água, mangueiras e válvula termostática, que dependem do produto químico correto para preservar seu desempenho.
“Não é recomendável considerar a reposição do sistema de arrefecimento com água como uma prática normal de manutenção. Se o nível do sistema está baixando com frequência, é importante investigar a causa, porque isso pode indicar um vazamento. O aditivo deve seguir a especificação indicada pelo fabricante do veículo para garantir o maximo de desempenho e proteçao ao motor”, explica Jefter Oliveira, especialista da Tirreno, marca de soluções químicas da Moove.
A seleção do produto não deve ocorrer apenas com base no preço ou na coloração. O mercado reúne diferentes tecnologias desenvolvidas para aplicações e motores específicos. Seguir a recomendação da montadora assegura a durabilidade dos componentes e a proteção do conjunto.
A necessidade frequente de completar o reservatório indica irregularidades. Em condições normais, o fluido não apresenta perda expressiva de volume. Quedas recorrentes no nível apontam possíveis vazamentos em mangueiras ou em outras partes do circuito, exigindo a verificação da causa antes de qualquer reposição.
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