VIAGEM SEGURA

Revisão veicular: o que checar antes de viajar

O VRUM traz um checklist de itens que não podem deixar de ser checados na revisão

Homem faz revisão veicular de carro vermelho.
Revisão veicular é recomendável a cada seis meses ou a cada dez mil quilômetros rodados — o que ocorrer primeiro FOTO NANDO OLIVEIRA/ESP. EM/D.A Press.

As férias de julho estão aí e inúmeros motoristas buscam uma revisão veicular para poder viajar em segurança com sua família. Já imaginou atrapalhar uma bela viagem com quem você ama por causa de um problema mecânico que poderia ter sido evitado? Para eliminar esse tipo de situação, é indicado que, além da revisão antes da viagem, sejam feitas revisões periódicas de acordo com o manual do proprietário do veículo.

De acordo com especialistas, a revisão deve ser feita a cada seis meses ou a cada 10 mil quilômetros rodados — o que ocorrer primeiro. Contudo, o prazo exato consta no manual do proprietário do veículo. Nesse material, é possível encontrar todos os detalhes que dizem respeito ao modelo em questão.

Prepare o checklist para a revisão:

Há peças e itens que devem ser checados em todas as revisões, independentemente de qual é o automóvel. Conheça quais são eles:

  • água do radiador;
  • nível de óleo do motor;
  • filtro de combustível;
  • filtro de ar;
  • filtro do ar-condicionado;
  • luzes e faróis;
  • pneus;
  • sistema de suspensão;
  • alinhamento do carro;
  • bateria;
  • motor de arranque;
  • alternador;
  • sistema de freios;
  • fios, fusíveis e cabos elétricos;
  • sistema de embreagem

Por que devo fazer a revisão veicular?

O estado de alguns itens do veículo pode ser verificado facilmente. O funcionamento das lâmpadas, a calibragem dos pneus, a água do radiador e o óleo do motor são exemplos disso. No entanto, há peças e aspectos que só podem ser vistos e bem analisados por um mecânico. É aí que entra a manutenção preventiva.

Essa avaliação vai evitar que o carro circule com peças importantes para a segurança desgastadas, como o cabo do acelerador, os sistemas de freio e de embreagem, entre outros. Além disso, se o carro for novo, o fabricante também recomenda revisões veiculares periódicas para que você não perca a garantia.

O período da revisão precisa ser levado à risca: se passar de 1.000 quilômetros da quilometragem pré-estabelecida ou 30 dias de seu prazo, o dono do carro pode perder a garantia de fábrica.

Outros itens também devem ser revisados. O gerente Plínio Fazol da Tecfil – empresa do ramo de filtros automotivos – alerta para a troca das palhetas do limpador do para-brisa: “Se as borrachas das palhetas permanecem muito tempo sem uso ou expostas ao sol e à poeira, elas acabam se ressecando e, consequentemente, embaçam os vidros, além de atrapalhar na visibilidade e gerar ruído. Por isso, devem ser substituídas para evitar danos aos vidros e garantir a segurança do motorista e dos passageiros”. A vida útil de uma palheta é de cerca de um ano, portanto, recomenda-se a sua troca a cada 12 meses ou ainda quando apresentarem sinais de desgaste.

 Filtros e palhetas estão entre os itens que devem receber atenção especial

Sobre os filtros automotivos, Plínio explica que os itens funcionam como uma barreira contra as impurezas e podem influenciar diretamente o funcionamento do veículo, evitando diversos problemas mecânicos.

Os filtros de óleo, por exemplo, agem eliminando as impurezas resultantes da fricção das peças móveis do motor e da combustão. Por isso, avaliar o sistema de lubrificação é fundamental numa revisão automotiva. A Tecfil recomenda que a troca deste filtro seja feita sempre junto com a troca do óleo do motor.

Já os filtros de ar impedem a entrada e a circulação de poeira abrasiva no interior do motor, que pode provocar seu mau desempenho e o aumento do consumo de combustível. Quando este filtro já está saturado e perde sua capacidade filtrante, os danos ao veículo podem ser custosos. Para evitar tantos problemas, há alguns sinais que o próprio veículo dá quando o filtro não se encontra em bom estado. Os principais sintomas são: consumo excessivo de combustível, aquecimento do motor, perda de potência e aumento de gases poluentes pelo escapamento.

Uma mão segurando um filtro de ar na cor amarela durante uma revisão veicular
O filtro de ar pode reter partículas de até um micrômetro (milésima parte do milímetro). Para se ter uma ideia, um grão de areia pode ser entre 200 e 700 vezes maior do que isso. Imagem: Tecfil/Divulgação

Fazol alerta também que o filtro de ar é um item de segurança para o veículo, e atrasar a sua troca pode trazer complicações muito maiores para o motor. “Não se deve, em hipótese alguma, tentar limpar o filtro com jatos de ar comprimido e reutilizá-lo. A força do jato de ar pode romper as fibras da mídia de filtração e agravar as consequências. O ideal é substituí-lo por um novo”, orienta.

Nos filtros de combustível, o prazo para a troca deve seguir as recomendações do fabricante do veículo. Sua principal função é impedir que as impurezas do combustível e do tanque cheguem ao sistema de injeção. “A dificuldade para arrancar ou na hora de acelerar é sinal de que o filtro está sujo ou entupido”, observa Fazol. 

Os filtros de cabine, responsáveis por filtrar o ar que vem do sistema de ar-condicionado, costumam estar localizados atrás do porta-luvas, mas, também, podem estar sob o painel. Seu trabalho é impedir que resíduos, poeira, pólen, mofo e até mesmo pequenos pedaços de folhas cheguem ao sistema de ar-condicionado e, consequentemente, à cabine do veículo, até seus ocupantes.

“Com os dutos impregnados por sujeiras e bactérias, o ambiente interno do veículo é contaminado, e os ocupantes passam a respirar um ar muito poluído. Além disso, o ar-condicionado pode acabar forçando o trabalho do compressor de ar, gerando também aumento no consumo de combustível”, explica.

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