Bom exemplo: recém-nascido deve sair da maternidade no bebê conforto

Príncipe William fez questão de levar a pequena Charlotte no bebê conforto. Além de obrigação prevista em lei, medida evita lesões graves e fatais em crianças no caso de acidente

Bom exemplo: recém-nascido deve sair da maternidade no bebê conforto Príncipe William fez questão de levar a pequena Charlotte no bebê conforto. Além de obrigação prevista em lei, medida evita lesões graves e fatais em crianças no caso de acidente

Exemplo real: Charlotte deixa a maternidade no bebê conforto

O nascimento da nova bebê real movimentou a imprensa e redes sociais nos últimos dias. Além das firulas e tradições da monarquia inglesa, alguns detalhes chamaram atenção, como a aparição pública de Kate Middleton apenas 10h após o parto e a saída da família da maternidade.

Príncipe William poderia até ter designado um dos funcionários da corte encurtado a pompa para fumar um charuto com vovô Charles. Mas sua Alteza Real quis dar o exemplo: saiu com a recém-nascida num bebê conforto, fixou no banco traseiro e partiu para o Palácio de Kensington. E a princesinha Charlotte saiu toda linda e com muito estilo a bordo de um Range Rover Autobiography.

Apesar da publicidade, o nobre não fez mais do que a obrigação em seguir a lei britânica. No Reino Unido, crianças de 0 a 14 anos devem utilizar assentos apropriados para cada idade ao viajar nos veículos. As multas podem chegar em até 500 libras. No Brasil, há legislação semelhante.

Receio de muitos pais de primeira viagem, há uma tentação de levar aquele bebezinho fofo e recém-nascido nascido nos braços da mãe. Ledo engano. Até o primeiro ano de vida, as crianças devem ser levadas em bebê conforto.

Que dó gente! Bebê conforto garante segurança em caso de acidentes

A Resolução nº 277 do Conselho Nacional do Trânsito (Contran) de 28 de maio de 2008 regulamenta e torna obrigatória a utilização de equipamento de segurança para crianças de 0 a 10 anos. A norma está em vigor e o não cumprimento é infração gravíssima (7 pontos) prevista no Artigo 168 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com multa e retenção do veículo, até que a irregularidade seja sanada. Detalhe: as crianças podem viajar sem qualquer equipamento em táxis e ônibus. Essa bizarrice também acontece na Inglaterra.

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"A situação tem melhorado bastante com a fiscalização e campanhas, mas ainda existem pessoas que teimam em desobedecer e colocar a segurança dos filhos em risco”, alerta o tenente Geraldo Donizete, da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) de Minas Gerais.

O militar já atendeu diversas ocorrências de acidentes que resultaram em lesões graves e até mortes de crianças sem os equipamentos de proteção. “Numa freada brusca, a criança é lançada contra o para brisa ou até mesmo ejetada fora do veículo. Não há braço de mãe que segure. Imagine, por uma omissão perde-se um ente querido, uma criança”, diz o tenente.

NÃO SE CONVENCEU? VEJA O VÍDEO:

Ao sair da maternidade, a recomendação é a mesma: do primeiro dia de vida a um ano, utilize o bebê conforto. A partir daí até os quatro anos, cadeirinha. Dos quatro até cerca dos 7 ou 8 anos, é necessário o assento de elevação. A partir dessa idade até os 10 anos e de acordo com o peso da criança pode-se usar o cinto do veículo, mas somente no banco traseiro. “Sempre dizemos que a Lei existe, mas o importante mesmo é o motorista pensar na segurança da criança”, acrescenta Donizete.

Saiu da maternidade, use o bebê conforto

Como a obrigatoriedade do bebê conforto e da cadeirinha é recente no Brasil, o uso desses itens de segurança ainda não está consolidado culturalmente. A dona de casa Val Pereira, 34 anos, recorda-se do momento em que saía da maternidade com o filho no colo e presenciou uma discussão entre o marido e o sogro na porta do hospital. “Meu marido tentava instalar o bebê conforto quando meu sogro falou: ‘- Não é tão rígido assim, ele pode ir no colo da mãe, depois você lê o manual em casa e instala com mais tranquilidade’.

O pai do meu filho respondeu enfaticamente: Não sairemos desse hospital sem o bebê conforto instalado e com o meu filho nele”, conta. Para ela, que hoje presencia muitas famílias que dispensam o equipamento no caminho escola-casa, a atitude do príncipe William é um ótimo exemplo.

É isso aí, príncipe. Bom exemplo! #partiuKensington