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Estado de Minas

Nova Ducati Monster 937 mantém estilo tradicional, mas ganha motor 'maior'

Modelo foi renovado com quadro em alumínio, mais leve e compacto, propulsor recheado de eletrônica e o mesmo visual pioneiro de naked


postado em 02/06/2021 07:00 / atualizado em 02/06/2021 09:03

(foto: Ducati/Divulgação)
(foto: Ducati/Divulgação)
A motocicleta Monster, com suas várias versões, é o modelo mais vendido da história da italiana Ducati. Em constante evolução, desde que foi lançada em 1993 já foram comercializadas mais de 350 mil unidades em todo o mundo, incluindo o Brasil. A modernização agora chega com o lançamento do modelo Monster 937 e sua versão Monster Plus 937, com radicais modificações. O quadro, tradicionalmente com arquitetura em treliça de aço, uma de suas marcas registradas, passa a contar com dupla viga em alumínio. A eletrônica do motor também foi atualizada.

Originalmente projetada pelo engenheiro argentino Miguel Galluzzi, suas premissas foram mantidas nessa nova configuração: motor esportivo adaptado para uso diário em um quadro derivado da Superbike e o visual com linhas clássicas. O novo quadro é inspirado na superesportiva Panigale V4, enquanto o motor batizado de Testastretta 11®, com 937cm³ de cilindrada e arrefecimento líquido, mantém a tradicional disposição de dois cilindros em “L”, com o comando de válvulas desmodrômico.

(foto: Ducati/Divulgação)
(foto: Ducati/Divulgação)
ESQUELETO O quadro é responsável por unir os vários sistemas e é considerado o esqueleto da moto. A nova geometria em alumínio tem o motor como parte integrante para reduzir peso e dimensões, economizando 4,5 quilos em relação ao quadro em treliça anterior. O subquadro traseiro também reduziu o peso em 1,9 quilo. O regime igualmente atingiu as rodas em liga, que ficaram 1,7 quilo mais leves, e também a balança da suspensão traseira, com redução de 1,6 quilo. A “lipoaspiração” geral rendeu um corte de nada menos que 18 quilos em relação ao modelo 821 anterior.

(foto: Ducati/Divulgação)
(foto: Ducati/Divulgação)
Assim como o “esqueleto”, o “coração” também perdeu peso. O motor ficou 2,4 quilos mais leve, apesar do aumento da capacidade volumétrica de 821cm³ para 937cm³. A potência atinge 111cv a 9.250rpm e o torque chega a 9,5kgfm a 6.500rpm. O câmbio igualmente sofreu ajustes e passou a contar com o sistema quick shift, tanto para subir, quanto para descer as marchas sem o uso da embreagem. O sistema de escapamento foi redesenhado, ganhando abafador inferior e dupla saída lateral, atendendo as exigentes normas de emissões de poluentes.

FACILIDADES A eletrônica incorporou três mapas de motor (Riding Modes), controle de tração e controle de empinadas em oito níveis de ajustes. Para arrancar, conta com o controle de largada (normalmente presente nas superesportivas), que permite divertir-se como um dragster. Na hora de “brecar”, os freios contam com sistema ABS de curvas ajustável em três níveis. Na roda dianteira, duplo disco de 320mm com pinças radiais monoblocos Brembo. O freio traseiro tem disco simples com 235mm de diâmetro e pinça Brembo.

(foto: Ducati/Divulgação)
(foto: Ducati/Divulgação)
A suspensão dianteira é invertida, com tubos de 43mm de diâmetro e 130mm de curso. A suspensão traseira, do tipo mono, tem 140mm de curso e regulagens na pré-carga. A iluminação é toda em LED, com o farol mantendo o formato arredondado (assim como tanque), marca registrada presente desde o modelo original. O painel agora é em tela TFT colorida de 4,3 polegadas. Como opcional, o banco, a 820mm de altura, pode ser rebaixado até 795mm. Também como opcionais, estão disponíveis uma série de acessórios como para-brisa e cobre rabeta.

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