Ducati Supersport S tem pilotagem prazerosa em ritmo acelerado e também devagar

Com visual agressivo e muita eletrônica, modelo é capaz de acelerar com voracidade ou em ritmo mais lento, sem tanto sacrifício. O segredo está no motor Testastretta

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postado em 07/01/2019 19:39 / atualizado em 07/01/2019 20:00 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Mário Villaescusa/Ducati/Divulgação

A esportividade é uma espécie de marca registrada da italiana Ducati. Instalada oficialmente no Brasil, a fabricante tem em sua linha os verdadeiros mísseis terrestres como a Panigale 959 e 1299. Entretanto, para satisfazer quem não abre mão de esportividade e adrenalina, sem dispensar uma boa porção de conforto, apresentou o modelo Supersport S, que chega ao mercado nacional por R$ 63.900. Visualmente, pode até ser confundida com a caçula Panigale 959, pela identidade da carenagem, com faróis afilados em LED e escape de saída dupla. Contudo, mecanicamente pertencem a segmentos diferentes.


Enquanto a 959 conta com quadro de alumínio, motor que produz 157cv e a inevitável posição de pilotagem ortopédica, exigida em função da performance das superesportivas puras, a Supersport S tem uma ergonomia com o guidão em posição mais alta e as pedaleiras não tão recuadas, resultando em mais conforto, que permite rodar em baixas velocidades e nas cidades sem tortura, e também nas estradas, em viagens mais longas. Para tanto, conta até com kits, que incluem suporte para instalação de bolsas laterais e para-brisa mais alto, transformando-se em uma touring.

A posição de pilotagem menos radical permite rodar no dia a dia - Mário Villaescusa/Ducati/Divulgação A posição de pilotagem menos radical permite rodar no dia a dia

ANDANDO A Supersport S conta com motor de dois cilindros, dispostos na clássica configuração Ducati L, na qual um deles fica quase deitado (base do L) e o outro na vertical. O propulsor, com 937cm³, batizado de Testastretta 11º, produz 113cv a 9.000rpm e torque de 9,8kgfm a 6.500rpm, com o tradicional comando de válvulas desmodrômico que também equipa os modelos Hypermotard e Multistrada 950. Porém, com ajustes internos no acelerador eletrônico e no cabeçote, para proporcionar uma pegada mais redonda e homogênea.

A eletrônica conta com mapas de motor, controle de tração e quickshift - Mário Villaescusa/Ducati/Divulgação A eletrônica conta com mapas de motor, controle de tração e quickshift

O resultado é uma pilotagem prazerosa, possibilitando rodar tanto devagar quanto acelerando, sem sacrifício, em um banco único, mas em dois níveis. Por outro lado, os sistemas de suspensão e freios, bem como a eletrônica, são de ponta, fornecendo suporte na hora da adrenalina. A suspensão dianteira é invertida, com tubos de 43mm de diâmetro e 130mm de curso, da badalada marca Ohlins, plenamente ajustável. A suspensão traseira, do tipo mono, fica ancorada em robusto braço único de alumínio e tem 144mm de curso, também ajustável e igualmente da marca Ohlins.

O banco é único, mas em dois níveis, e o para-brisa regulável mecanicamente - Mário Villaescusa/Ducati/Divulgação O banco é único, mas em dois níveis, e o para-brisa regulável mecanicamente

CHIPS Um pacote que casa em harmonia com o motor e também com os pneus Diablo Corsa, em rodas de liga leve de 17 polegadas de diâmetro. O que destoa é o quadro de tubos de aço, com arquitetura em treliça, em vez de alumínio. Porém, uma tradição da marca. Os freios acompanham a filosofia esportiva, com poderosas pinças Brembo radiais monobloco, equipadas com quatro pistãos, que mordem dois discos de 320mm de diâmetro na dianteira, capazes de brecar uma locomotiva. Na traseira, disco de 245mm de diâmetro. Ambos dotados de sistema ABS.

O motor produz 113cv e torque de 9,8kgfm - Mário Villaescusa/Ducati/Divulgação O motor produz 113cv e torque de 9,8kgfm

A eletrônica está presente para facilitar a pilotagem. O motor conta com três mapas: Sport, Touring e Urban. Este último reduz a potência para “apenas” 75cv, mais civilizado, para rodar nas ruas, e também conta com um kit com bolsa de tanque, alarme e borracha nas pedaleiras. A eletrônica ainda disponibiliza o controle de tração em oito níveis, painel digital e o “barato” do quickshift bidirecional, para passar as marchas sem usar a embreagem e sem desacelerar, como na Fórmula 1. Para viagens sem tanta pressa, o para-brisa pode ser regulado mecanicamente na altura, em 50mm.

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