Honda XL 700 V Transalp - Altura sem medo

Equipada com motor de dois cilindros em V e caráter aventureiro, essa moto tem conforto, inclusive, para viagens longas. O eficiente freio C-ABS é item opcional

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postado em 24/08/2011 18:27 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
O farol arredondado, como nas motos  dos anos 1970, é destaque no visual
 - Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press O farol arredondado, como nas motos dos anos 1970, é destaque no visual
Quando a Honda retirou de linha o modelo Falcon 400 e, posteriormente, a Varadero 1000, deixou uma lacuna no mercado, que agora quer preencher com o lançamento da Transalp 700. Um modelo do tipo big trail, teoricamente feito sob medida para enfrentar as péssimas condições de conservação das nossas estradas e vias urbanas, uma vez que está equipada com suspensões de longo curso, banco largo e confortável e um motor de dois cilindros em V que fornece 60cv. Entretanto, nesse intervalo, a concorrência também teve a mesma ideia, abastecendo o segmento com novos modelos, acirrando a disputa.

Para convencer o cliente, a Honda, que pretende liderar o segmento, com a comercialização de 450 unidades/mês, conta com um pacote que inclui a versão equipada com freios ABS e um projeto, que embora seja datado de 1987 na primeira versão, ainda com motor de 583 cm³ que saltou para 647 cm³ em 2000. Passou por uma completa revitalização em 2008, recebendo novo motor de dois cilindros em V inclinados a 52 graus, com 680 cm³ de cilindrada e injeção eletrônica, além de novo visual. O nome Transalp reforça o caráter aventureiro do modelo e estampa decorativamente no tanque as coordenadas do Col de La Bonette, lugar mais alto das montanhas dos belos alpes franceses com acesso por estrada.

Conservador Apesar das modernizações técnicas feitas em 2008, quando adotou o motor do modelo touring Deauville (comercializada no mercado europeu), com ajustes no cabeçote, equipado com injeção eletrônica, refrigeração líquida e oito válvulas que fornece 60cv a 7.750rpm e torque de 6,12kgfm a 6.000rpm, o desenho permaneceu conservador, com destaque para o visual do grande farol dianteiro, com dupla lâmpada (facho alto e baixo), de formato arredondado, dentro de uma microcarenagem que lembra as motos da década de 1970. Uma opção estilística que contrasta com os cada vez mais exóticos formatos assimétricos adotados por modelos do segmento e com o escape de saída alta e protetor cromado.

O painel segue a mesma linha, com o conta-giros no tradicional formato redondo e analógico, que é de mais fácil leitura. As demais informações ficam em tela digital, que inclui o marcador de nível de combustível. A suspensão dianteira também é convencional, do tipo telescópica, com 200mm de curso. A suspensão traseira é do tipo mono com 173mm de curso e ajuste na compressão. O quadro é do tipo berço semiduplo, com o motor fazendo parte da estrutura para aumentar rigidez e diminuir peso. Mesmo assim, a Transalp 700 acusa 201 kg de peso a seco na versão Standard e 204 kg a seco na versão equipada com sistema de freios C-ABS.

Acelerando A posição de pilotagem é relaxada, com bom encaixe para os joelhos no tanque, que comporta 17,5 litros. O guidão, porém, fica ligeiramente avançado, determinando um posicionamento levemente mais esportivo e inclinado para frente. Por outro lado, apesar do porte avantajado e do volume, o generoso banco, com densidade de espuma adequada, fica a apenas 837mm de altura, facilitando o embarque e desembarque, além de permitir mais facilmente o apoio dos pés no chão. Na estrada, a microcarenagem e o pequeno para-brisa fazem milagre. Proporcionam surpreendente conforto aerodinâmico, mesmo em velocidades mais altas, que o motor mantém sem muito esforço, deixando o transito e as distâncias para trás. Na terra, os pneus mais apropriados para asfalto exigem atenção.

O câmbio de cinco marchas é bem escalonado e permite rodar em baixa velocidade no trânsito, por exemplo, sem dificuldade, empurrado pelo bom torque em baixos giros e pelo aro dianteiro de 19 polegadas, meio termo entre asfalto e terra. O que incomoda nessa situação é a ventoinha do motor, que arma com frequência e vira um ar-condicionado ao contrário nas pernas do piloto. Os protetores de mão, úteis na estrada, também exigem cuidado para não esbarrar nos corredores engarrafados. Já os freios são extremamente eficientes, transmitindo muita segurança e precisão. Na dianteira, são dois discos de 256mm de diâmetro e na traseira um disco de 240mm com o sistema (opcional), C-ABS, que distribui a frenagem independentemente da vontade do piloto, entre as duas rodas e impede seu travamento. O modelo Standard tem preço sugerido, sem frete e seguro, de R$ 31.800 e o modelo com C-ABS R$ 34.800.

O banco largo e confortável proporciona boa comodidade - Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press O banco largo e confortável proporciona boa comodidade

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
leonardo
leonardo - 09 de Novembro às 18:30
Esse pessoal da Honda é completamente sem noção, lançam essa 700 com esse preço salgado, achando que vai atende os antigos donos de NX 400. Outra falha da Honda é a CB 600, preço salgado de mais para os antigos donos de CB 400,450 e 500 com isso abre espaço para YAMAHA,SUZUKI com modelos em conta.
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