CARROS DOS SONHOS

Bentley Mulsanne - O primo ficou rico

Antiga parente mais acessível e esportiva da Rolls-Royce, a marca voltou ao topo dos sedãs de luxo com o modelo, que chegará ao Brasil em 2012 por cerca de R$ 1,5 milhão

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postado em 16/04/2011 00:51 / atualizado em 16/04/2011 01:16 Caderno de Veículos /Estado de Minas

Fotos: Bentley/Divulgação

 

Nem todos os parentescos nobres são benéficos. Como foi com a Bentley, que depois de ter sido comprada pela nobilíssima Rolls-Royce foi reduzida à oferta de modelos virtualmente iguais aos Rolls, só que um pouco menos caros e mais esportivos. A redenção só viria com a passagem da Bentley para o poder da Volkswagen em 2003, depois de uma disputa encarniçada com a BMW, que ficou com a Rolls-Royce. Foi uma nova era para a marca de Crewe, que cresceu e apareceu com a linha Continental GT, que gerou até um sedã de alto luxo, o Continental Flying Spur. Mas ficou faltando um topo de linha até 2009, quando foi apresentado o Mulsanne. De linhas clássicas, o carro conjuga muita força ao ambiente interno requintado como o palácio de um nobre britânico. Credenciais que levam o Mulsanne à galeria de carros de sonhos.

Não é só no desenho que o carro faz referência ao passado. O nome vem da enorme reta do circuito de Le Sarthe, no qual são disputadas as provas das 24 de Le Mans. Por essa reta, atualmente interrompida por chicanes, passaram os Bentleis que ganharam a prova pela primeira vez em 1924 e sacramentaram o triunfo no tetracampeonato de 1927 e 1930. Uma história tão importante que a VW investiu uma fortuna para dar outra vitória à Bentley em LeMans, em 2003. A apresentação do Mulsanne já remetia aos tempos de ouro: o encontro de antigos de Pebble Beach, na Califórnia.



CONTINENTAL O desenho esculpido também explicita referências. Os faróis e os para-lamas dianteiros vincados – em alumínio – vieram do R-Type Continental, de 1952. Até os faróis auxiliares, agora embutidos na carroceria, foram inspirados no cupê do passado. O perfil tem linhas tradicionais, mas ganha movimento nos fortes vincos e nos ombros traseiros ressaltados. As colunas traseiras largas fazem parte do imaginário dos sedãs de alto luxo e servem para encobrir os rostos dos ocupantes traseiros. A traseira tem aspecto sólido, com lanternas pequenas, e a tampa do porta-malas é feita de material composto. As medidas são igualmente robustas. São 5,56 metros de comprimento e 3,26m de distância entre-eixos. Todos os painéis são acabados à mão, assim como as soldas da carroceria, cuidados inviáveis entre os fabricantes generalistas. Apenas o revestimento do volante leva 15 horas para ser feito — 45 horas se o comprador optar pela costura pespontada –, enquanto o acabamento em aço escovado é polido em 10 horas.


Com um nome que remete à reta em que os protótipos chegavam perto dos 400km/h, o Mulsanne não podia ser lento. O motor V8 de 6.75 litros entrega 512cv de potência e 104kgfm de torque a míseras 1.800rpm, quase o dobro do que os 56,7kgfm do Chevrolet Camaro SS 6.2 automático. O que ajuda a explicar como a massa de quase 2,5 toneladas vai aos 100km/h em apenas 5,3 segundos e atinge 296km/h. Ajuda na prova o câmbio automático ZF de oito velocidades. Para segurar a massa em curvas, as rodas são aro 20 com pneus 265/45, que podem dar lugar a um jogo de 21 polegadas, com pneus de perfil 40. O conjunto não tolhe o conforto das suspensões independentes graças ao controle eletrônico de amortecimento, que também ajuda no comportamento dinâmico.

PALACIANO O interior também tem estilo retrô, com as saídas de ar arredondadas, que convivem harmoniosamente com tecnologias de ponta, como ar-condicionado com quatro zonas de ajuste. Há espaço para três pessoas atrás, mas é possível rebater o encosto central, abrindo lugar para porta-copos e ajustes elétricos dos bancos, do sistema de som e da temperatura. A lista de itens de luxo ocuparia uma matéria à parte. Para ficar nos mais importantes, há sistema multimídia com HD de 40 GB e visor LCD de oito polegadas, portas automáticas, som com 14 alto-falantes (que pode dar lugar a um de 2.200 watts da Naim). A memória dos bancos, além de servir para ajustar automaticamente o volante e retrovisores, guarda as preferências em relação ao sistema de massagem dos assentos. Falando em preferências, a carroceria pode ser pintada em 114 tons, enquanto para o revestimento em couro há 24 opções de cor. Ainda há a divisão Mulliner – em homenagem ao antigo encarroçador –, que pode criar qualquer combinação desejada. Qualquer desejo é ordem para aqueles que podem comprar o Mulsanne, que está em adaptação e chega ao Brasil em 2012.
Com linhas clássicas, o modelo faz referência ao passado até no nome - Com linhas clássicas, o modelo faz referência ao passado até no nome

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Jorge
Jorge - 16 de Abril às 08:14
o carro é tão lindo que dá vontade de chorar quando olho pro 'negócio' que ocupa a vaga na garagem...snif...pobri braziluru...cusp!
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O ano inicial não pode ser maior que o ano final.
O preço inicial não pode ser maior que o preço final.

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