Chevrolet Sonic Sedan LTZ 1.6 16V - Um coreano gravatinha

Equipado com o mesmo motor, o sedã não tem um design tão atraente quanto o do hatch, mas o porta-malas é compatível com o de um compacto. Suspensão não oferece conforto

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postado em 12/09/2012 09:30 / atualizado em 12/09/2012 10:37 Eduardo Aquino /Estado de Minas

Marlos Ney Vidal/EM
 

Renovação. Essa é a palavra de ordem que a General Motors vem adotando para desenvolver seus produtos voltados para o mercado brasileiro. O processo de atualização incluiu nos últimos anos o Cruze sedã e hatch, o Cobalt, a picape S10 e o monovolume Spin. Para tentar ser mais competitiva no segmento dos compactos premium, a GM trouxe da Coreia do Sul o Chevrolet Sonic, também nas opções de dois e três volumes. A solução pode ser temporária, pois existe a possibilidade de o modelo passar a ser fabricado no México e, dependendo do rumo que o regime de cotas tomar, até ser produzido no Brasil. Avaliamos o sedã na versão mais cara da linha, a LTZ, equipada com câmbio automático.



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LINHAS Mesmo não tendo a harmonia das linhas do hatch, já que a traseira destoa um pouco do conjunto estilístico, o Sonic Sedan tem um visual que transmite também esportividade, modernidade e sensação de movimento. A frente, que é a mesma do dois volumes, tem como destaque os faróis de duplo refletor e com máscara negra. Mas o efeito dos “olhos esbugalhados” é um pouco diferente quando a cor da carroceria é preta: os faróis (incluindo os de neblina) ficam ainda mais evidentes. A grade frontal segue a mesma filosofia de estilo da marca, com a barra central ostentando a gravatinha dourada. Também chama a atenção o vinco acentuado e em forma de U no capô.

ASCENDENTE
Na lateral, os detalhes de design que mais chamam a atenção são: a linha de cintura ascendente, o vinco que começa no para-lama dianteiro e termina na lanterna traseira, a ausência de frisos, os detalhes cromados nas maçanetas das portas, o formato em arco do teto e o desenho esportivo das rodas de liga leve. Ao contrário do hatch, as linhas da traseira destoam um pouco do restante. A barra cromada acima da placa dá um toque de elegância ao modelo. As lanternas traseiras têm elementos circulares e incorpora apenas uma luz de ré. Os sensores de estacionamento no porta-malas ajudam bastante nas manobras em marcha a ré, já que a visibilidade traseira não é das melhores.

Na traseira destaque para os elementos circulares das lanternas e barra cromada - Marlos Ney Vidal/EM Na traseira destaque para os elementos circulares das lanternas e barra cromada

INTERIOR
A versão LTZ com câmbio automático inclui o revestimento dos bancos em couro, além de controle automático de velocidade. O nível de acabamento, que mistura a cor preta com detalhes em plástico cinza, é compatível com o de um carro desse segmento. Mas o que se destaca quando se entra no Sonic é o painel inspirado em motos, que tem iluminação azul e abriga um conta-giros analógico e o restante dos instrumentos digitais. Duas falhas que incomodam: falta termômetro do motor (importante em um país tropical) e a marcação digital do nível de tanque de combustível não é muito precisa. O volante é o mesmo do Cruze, tem boa pega e abriga os comandos do som, do sistema Bluetooth e do controle de velocidade. Com as regulagens de altura do banco e da coluna de direção (que também pode ser ajustada em distância), o motorista encontra facilmente uma boa posição de dirigir.

CONFORTO
Quatro adultos viajam bem no Sonic Sedan, cujo porta-malas (de 477 litros) acomoda bagagem de viagem longa desses ocupantes. O compartimento tem ganchos e rede para pequenos objetos. Caso não esteja sendo ocupado, o banco traseiro pode ser rebatido em 1/3, 2/3 ou integralmente, melhorando essa capacidade. Outro ponto positivo do modelo é a quantidade de porta-objetos no interior, incluindo porta-óculos, porta-garrafas e bandeja sob o banco do passageiro da frente. O pacote de segurança contempla airbags frontais, freios ABS e locais para fixar cadeiras infantis, mas deixa de fora itens importantes como a regulagem interna de altura dos fachos dos faróis e cinto de três pontos e apoio de cabeça para o passageiro que senta no meio do banco traseiro.
Volante incorpora comandos do áudio e do controle de velocidade - Marlos Ney Vidal/EM Volante incorpora comandos do áudio e do controle de velocidade

POR AÍ
Inédito no Brasil, o motor 1.6 16V não é brilhante em termos de economia e tem bom fôlego em baixas rotações (90% da força já está disponível a partir das 2.200rpm). Mas o bom desempenho acaba sendo comprometido pelo câmbio automático, que parece não estar bem afinado com o propulsor. Mesmo recorrendo ao kick-down (quando se pressiona o pedal do acelerador até o fundo para reduzir as marchas), ele demora a reagir, tornando as retomadas de velocidade um pouco lentas. A situação melhora quando se opta pelas trocas manuais, mas a posição do botão de mudança (na manopla da alavanca) não é muito prática. Em algumas subidas, o sistema fica bastante indeciso, com troca constantes e desconfortáveis. Assim como no hatch, o conjunto da suspensão fica devendo em conforto, pois não absorve bem as irregularidades do piso. Por outro lado, a estabilidade é boa em qualquer condição. A direção também tem boa calibragem, tanto em manobras como em velocidades elevadas.

Família compacta

Saiba quais são os principais concorrentes, os detalhes e equipamentos do Sonic Sedan LTZ 1.6

FICHA TÉCNICA

 

MOTOR
Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, 1.598cm³ de cilindrada, que desenvolve potências máximas de 116cv (gasolina) e de 120cv (etanol) a 6.000rpm e torques máximos de 15,8kgfm (gasolina) e de 16,3kgfm (etanol) a 4.000rpm

TRANSMISSÃO
Tração dianteira, com câmbio automático de seis velocidades

DIREÇÃO
Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica

FREIOS
A disco na dianteira e a tambor na traseira, com sistema ABS (de série)

SUSPENSÕES/RODAS/PNEUS
Dianteira independente, do tipo McPherson, com barra de torção; e traseira semi-independente, com eixo de torção e barra estabilizadora / 6 x 16 polegadas, em liga leve / 205/55 R16

CAPACIDADES
Do tanque, 46 litros; de carga (bagagens e passageiros), 420 quilos

EQUIPAMENTOS

Faltam cinto de três pontos e apoio de cabeça para o passageiro que senta no meio - Marlos Ney Vidal/EM Faltam cinto de três pontos e apoio de cabeça para o passageiro que senta no meio

DE SÉRIE
Conforto/conveniência – Ar-condicionado, direção hidráulica, computador de bordo, comando elétrico para vidros, retrovisores e travas, desembaçador do vidro traseiro, sensor de estacionamento, descansa-braço central, controles para o rádio no volante e rede para pequenos objetos no porta-malas.

Aparência – Rodas em liga leve de 16 polegadas, apliques cromados nas maçanetas internas e friso lateral cromado.

Segurança
– Airbag duplo frontal, freios ABS com EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem) e faróis de neblina.

OPCIONAIS
Câmbio automático de seis velocidades, controle automático de velocidade e revestimento em couro dos bancos.

QUANTO CUSTA?

 

O Chevrolet Sonic Sedan na versão LT tem preço básico sugerido de R$ 49.100. A opção LTZ (topo de linha), com câmbio manual, custa R$ 51.500; e completa, com transmissão automática, custa R$ 56.100.

NOTAS
(0 a 10)
Desempenho 8
Espaço interno 7
Suspensão/direção 7
Conforto/ergonomia 9
Itens de série/opcionais 8
Segurança 7
Estilo 7
Consumo 7
Tecnologia 8
Acabamento 8
Custo/benefício 7

AVALIAÇÃO TÉCNICA

O formato em arco do teto dá um ar de cupê ao Sonic Sedan - Marlos Ney Vidal/EM O formato em arco do teto dá um ar de cupê ao Sonic Sedan
 

ACABAMENTO DA CARROCERIA
O acabamento da pintura é bom. As portas do lado esquerdo têm montagem razoável, mas as do lado direito têm pontos com desnivelamento entre si e a carroceria. A tampa do porta-malas está descentralizada. O capô tem boa montagem, assim como para-choques, lanternas, faróis, retrovisores e pestanas dos vidros. REGULAR

VÃO DO MOTOR
O resultado do isolamento acústico é discreto com o motor em alta rotação. O vão é pequeno e o motor o preenche bem, limitando o acesso à manutenção de vários componentes. O leiaute tem aspecto organizado e os itens de verificação constante têm fácil identificação e manuseio. O reservatório de gasolina para partida a frio está instalado dentro do vão (com tampa) do painel de fogo. REGULAR

ALTURA DO SOLO
Numa condução normal, rodando sobre piso misto com pequenas imperfeições e saídas de garagem com desnível, ocorreram leves interferências com o solo. Existe chapa em aço vazada para proteger toda a parte inferior do conjunto motopropulsor. REGULAR

CLIMATIZAÇÃO
Sistema é acionado por comando manual. Existem dois difusores centrais fixos e dois de formato circular no painel, que giram 360° nas laterais e apresentam boa vazão. Não tem opção de regulagem de temperatura diferenciada para condutor e passageiro e falta também difusor de ar específico para os passageiros de trás. O nível de ruído de funcionamento é satisfatório. O sistema está bem vedado e os comandos são fáceis de operar. A parte superior do vidro traseiro (mais ou menos um terço) é encoberta por serigrafia pontilhada, para minimizar a incidência de raios solares sobre as cabeças dos ocupantes do banco traseiro. POSITIVO

FREIOS
O pedal tem ótima sensibilidade. O sistema ABS está bem calibrado e atua com eficiência. O freio de estacionamento funciona normalmente. O conjunto apresentou bom comportamento dinâmico em geral, com relações balanceadas nos dois eixos. A desaceleração é eficiente, sem alterar a trajetória, mesmo em frenagens de emergência. É boa a resistência térmica depois de uso mais severo. POSITIVO

CÂMBIO
É automático com função manual sequencial. Com a alavanca na posição M, as trocas são efetuadas por meio de uma tecla instalada na lateral do pomo. As mudanças são automáticas quando o motor atinge a rotação máxima preestabelecida. As relações de marchas/diferencial atendem bem à dirigibilidade no uso misto, além de proporcionar conforto ao condutor. O quadro de instrumentos tem display de bom tamanho e fácil visualização que informa a marcha selecionada. A resposta em kickdown (ato de reduzir as marchas pressionando o pedal do acelerador até o fundo) é razoável. POSITIVO

MOTOR
A performance agrada bem em função da cilindrada e do peso. O efeito da falta de força em baixas rotações é pouco sentido. Há um ganho razoável de rendimento com somente etanol no tanque. A aceleração e retomadas de velocidade satisfazem e o câmbio contribui muito para a dinâmica, mas sem brilho esportivo. O nível de ruídos de funcionamento é aceitável devido à arquitetura do cabeçote 16V. O sistema flex funcionou bem. POSITIVO

VEDAÇÃO
Boa contra água e poeira. POSITIVO

RUÍDOS INTERNOS
O nível é muito alto quando se trafega sobre paralelepípedo, terra e asfalto ruim. O efeito aerodinâmico inicia-se a 110km/h e é crescente com a velocidade. NEGATIVO

SUSPENSÃO
O conforto de marcha não está bem definido devido ao nível de transferência das imperfeições do solo para dentro. A estabilidade é boa e contorna com rapidez e precisão curvas de raios variados, com inclinação moderada da carroceria. REGULAR

DIREÇÃO

A coluna de direção tem ajuste em altura e distância, com bom curso. A pega do volante é boa. A assistência hidráulica está muito bem definida, com cargas que proporcionam conforto e leveza no trânsito urbano e em manobras de garagem e firmeza e confiabilildade em rodovias, rodando em velocidades mais altas. A relação é do tipo direta, com resposta imediata. A precisão na reta e em curvas é excelente. O diâmetro de giro e a velocidade do efeito retorno satisfazem. O conjunto apresentou nível baixo de ruídos em curvas sobre piso irregular. REGULAR

ILUMINAÇÃO
Não tem sensor crepuscular e há luz de cortesia somente no porta-malas. O quadro de instrumentos, que é bem pequeno, tem iluminação permanente. Os faróis têm duplo refletor (do tipo canhão), sem cobertura integral e os auxiliares de neblina estão inseridos no para-choque. O conjunto apresentou boa eficiência no baixo e no alto, mas falta ajuste elétrico de altura em função da carga transportada. No teto há uma pequena lanterna, que fica próxima ao retrovisor, com iluminação no habitáculo. REGULAR

ESTEPE/MACACO
O estepe é do tipo temporário e está instalado dentro do porta-malas, no fundo do assoalho. A operação de troca é normal. Existem quatro prisioneiros fixos por cubo (porcas) e não parafusos, como indica o manual do proprietário. Quando danificado, o conjunto de uso roda/pneu cabe perfeitamente no local específico, sem desnivelar o assoalho. Mas falta lugar para o calço plástico, que fica em cima do estepe com o kit de troca inserido nele. NEGATIVO

LIMPADOR DO PARA-BRISA

Não tem sensor de chuva. Os seis esguichos no para-brisa têm jatos bem direcionados, com boa vazão. Quando ativados, eles acionam automaticamente o sistema de limpeza, feita por palhetas eficientes, que proporcionam um amplo campo de visão. O acesso ao reservatório d’água dentro do vão do motor é fácil. POSITIVO

ALARME
A chave de ignição é do tipo canivete, codificada e tem proteção perimétrica das partes móveis. Mas falta a volumétrica, no habitáculo. Ao dar comando para travar as portas, os vidros não sobem automaticamente. Somente a porta do condutor tem função um toque, na qual o sistema antiesmagamento atuou bem. REGULAR

Porta-malas acomoda a bagagem de quatro adultos - Marlos Ney Vidal/EM Porta-malas acomoda a bagagem de quatro adultos

VOLUME DO PORTA-MALAS
O declarado é 477 litros, o mesmo encontrado.


(*) Avaliações do engenheiro Daniel Ribeiro Filho, da Tecnodan.
www.danieltecnodan.wordpress.com


PALAVRA DE ESPECIALISTA
DANIEL RIBEIRO FILHO

 

Vai ocupar o seu espaço
Fabricado na Coreia do Sul, o novo automóvel GM agrada pelo conjunto. A mecânica está bem desenvolvida e o motor 1.6 e o câmbio automático proporcionam uma boa dinâmica e dirigibilidade agradável e segura. O sistema de direção e freios está muito bem calibrado e dimensionado, o mesmo não acontecendo no quesito conforto de marcha das suspensões. O acabamento interno é razoável e o estilo da carroceria interessante, com faróis bem diferentes. A qualidade do áudio é muito boa para esse segmento de mercado e o volume do porta-malas satisfaz bem. A cultura do estepe temporário não funciona no Brasil devido às péssimas condições de nossas vias, principalmente em viagens mais longas, pelo transtorno que irá causar.

 

Tags: teste

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Lucio
Lucio - 12 de Setembro às 15:31
O problema continua..... por uma carroça dessas pagamos o preço de um carro de verdade. Viva o povo brasileiro !!!!
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O ano inicial não pode ser maior que o ano final.
O preço inicial não pode ser maior que o preço final.

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