Fiat 500 Abarth - O veneno do escorpião

Com kit esportivo e motor 1.4 Turbo, preparados pela marca de competição do fabricante italiano, versão apimentada do carrinho é pura curtição e um convite para acelerar

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postado em 13/08/2011 10:50 / atualizado em 13/08/2011 10:58 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Marlos Ney Vidal/EM/DA Press

A notícia de que havia, para nossa avaliação, uma versão do 500 preparada pela Abarth, marca que já tem mais de 60 anos de experiência em competições e preparações de esportivos (foi fundada por Carlo Abarth, em 1949, e atualmente pertence ao Grupo Fiat), me deixou entusiasmado. Ao olhar para o carrinho, fiquei um pouco decepcionado com a cor, que parece um primer (aquela tinta que prepara a carroceria para a primeira pintura), mas o símbolo do escorpião (da Abarth) espalhado pela carroceria e o vermelho colorindo os retrovisores, faixas laterais e pinças de freio logo acabaram com a má impressão. O visual esportivo é completado pelas rodas de 16 polegadas, com pneus de perfil bem baixo (195/45 R16); saída dupla de escape, defletor de ar no teto e o extrator de ar.

Suspensão endurecida e pneus de perfil baixo deixam carro grudado no chão - Marlos Ney Vidal/EM/DA Press Suspensão endurecida e pneus de perfil baixo deixam carro grudado no chão

PARA TIRAR ONDA
Ao entrar no 500 Abarth, a primeira constatação é a de que os bancos esportivos, forrados em couro, prendem bem o corpo do motorista, que certamente vai precisar disso. Aproveitando um ensolarado dia de agosto, coloco os óculos escuros e saio para a primeira volta. Já na porta da garagem, o baixinho me avisa para tomar cuidado com a pouca altura do solo, pois a frente raspa na entrada da rampa. Como o dia estava bonito, resolvi abrir o teto solar elétrico.

Na traseira, extrator de ar e saída dupla do escape denunciam intenções do 500 - Marlos Ney Vidal/EM/DA Press Na traseira, extrator de ar e saída dupla do escape denunciam intenções do 500

BASE ACHATADA

Me concentrei na direção, pois o volante esportivo (de base achatada), o ronco esportivo do motor – afinal, de que vale a saúde de um motor se ela não pode ser expressa sem som –, a alavanca de marchas próxima da mão direita do motorista e a pedaleira com cobertura em alumínio são um convite ao barato da adrenalina. Essa versão ganhou um reloginho do lado esquerdo do painel de instrumentos principal, que indica a pressão do turbo e incorpora um aviso luminoso que fica o tempo todo piscando, como se estivesse dizendo: “troque a marcha, troque a marcha, troque a marcha...”. Chega a irritar. Mas, para ajudar a relaxar, o 500 tem uma entrada USB, que fica junto à alavanca de marchas, e pude então conectar meu iPod e escolher uma boa música, que combinasse com o passeio.

Volante esportivo e alavanca de marcha próxima do motorista facilitam toque - Marlos Ney Vidal/EM/DA Press Volante esportivo e alavanca de marcha próxima do motorista facilitam toque

FÔLEGO
A combinação baixo peso e bom fôlego do motor 1.4 Turbo, de 135cv, deixou o carrinho muito gostoso de dirigir, e de brincar, principalmente aquela brincadeira de deixar todo mundo para trás na arrancada no sinal. Mas o barato não está só na agilidade no trânsito urbano (quando é possível fazer isso, pois o trânsito de BH está cada vez mais caótico e mal se consegue espetar uma terceira). Na estrada, o ímpeto do 500 quando se carca o pé no pedal da direita garante uma boa dose de emoção. O câmbio tem relações bem adequadas à proposta esportiva do carro. Fiquei confiante depois da primeira curva fechada, pois o baixinho nem sequer se mexeu. A suspensão e os pneus de perfil baixo trabalharam de forma perfeita. Mas, assim que passei pelo primeiro buraco, fui alertado para o fato de que o passeio poderia acabar cedo, com um pneu cortado, pois esse 500 não tem estepe, apenas um kit de reparação.

Com cobertura vermelha, motor 1.4 gera 135cv de potência - Marlos Ney Vidal/EM/DA Press Com cobertura vermelha, motor 1.4 gera 135cv de potência

BEM NA FITA

Bom, ao fim do passeio, dá para sacar que o 500 Abarth é um carrinho legal para tirar onda: a pintura primer pode parecer feia, mas toda a roupagem esportiva acaba deixando o baixinho bem na fita, pois a galera toda olha quando ele passa; e o desempenho garante uma boa curtição, com uma dose de segurança (airbags, freios ABS muito eficientes, etc.). Mas esqueça o resto! Até mesmo porque esse Abarth, que será vendido nos EUA em 2012, não vem para o Brasil.

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Artur
Artur - 15 de Agosto às 10:35
Se não vem pro Brasil, o porque dessa reportagem então? Só pros brasileiros idiotas ficarem babando e vendo o quanto somos trouxas, afinal só as porcarias vem pra cá.
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