Fiat Palio Essence 1.6 16V - Sem saudades do bebum

Com novo E.torQ, que aposenta o beberrão 1.8 de origem GM, hatch ficou mais econômico e com desempenho que faz esquecer a versão esportiva 1.8R, que não é mais produzida

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postado em 12/11/2010 17:14 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Fotos: Juarez Rodrigues/EM/D.A PRESS
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A chegada dos novos motores E.torQ 1.6 16V e 1.8 16V, produzidos na fábrica de Campo Largo (PR), provocou diversas alterações na composição das linhas de modelos da Fiat. Na família Palio, o hatch não tem mais a opção do motor 1.8 de origem GM, que equipava as versões R e HLX. A opção da linha para quem quer um hatch com mais desempenho do que o 1.0 (das versões Fire e ELX) e o 1.4 (cuja versão ELX foi rebatizada de Attractive) passou a ser a Essence, com câmbio manual ou automatizado (Dualogic) e equipada com o novo motor 1.6 16V, que foi desenvolvido com base no Tritec 1.6, que equipava o Mini Cooper, mas com algumas inovações tecnológicas, como bielas sinterizadas, coletor de aspiração de plástico, cárter estrutural em alumínio e distribuição por corrente, entre outras, que garantem eficiência e economia.

Veja a galeria completa de fotos do Fiat Palio Essence 1.6 16V!

PERFORMANCE Um dos grandes trunfos do novo motor 1.6 é o abundante torque em baixa, mesmo para um propulsor multiválvulas (16V). Mas, verdade seja dita, na arrancada, o motorista tem que subir o giro acima das 2.200rpm para que o carro saia da inércia com vigor, principalmente em subidas. Acima disso, o motor mostra um fôlego impressionante. De acordo com a Fiat: a 2.500rpm, o E.torQ já gera 93% da sua força (torque) máxima. O motorista consegue, com meio pedal de acelerador, ter muita agilidade no trânsito urbano e manter um bom ritmo de viagem em estradas, além de boas retomadas, o que garante ultrapassagens mais seguras. Também chama a atenção a economia de combustível e o funcionamento mais suave do que o 1.8 anterior. Na cidade, com gasolina, três adultos e ar ligado, o computador de bordo registrou média de 10,8km/l. Com etanol, e apenas o motorista, a média foi de 6,8km/l.

BALANÇO Outro ponto positivo é que o Palio manteve o bom acerto de suspensão, que equilibra bem o conforto e a estabilidade, permitindo que o motorista abuse um pouco nas curvas mais fechadas. O câmbio também acompanha o ritmo, com engates precisos e macios, embora falte um melhor acerto das relações de marcha, já que existe um pequeno “buraco” (queda de rotação) entre a primeira e a segunda marcha. Direção hidráulica (que é opcional) também apresenta boa calibragem, facilitando as manobras e transmitindo segurança em velocidades mais elevadas.

ESTILO Enquanto o novo Palio não chega, o que deve acontecer em meados do ano que vem, a Fiat vai fazendo o que pode para manter o hatch com uma aparência moderna. Embora o Essence tenha desempenho quase esportivo, o visual do modelo é mais sóbrio, principalmente na frente e traseira: moldura cromada da grade dianteira e dos faróis de neblina, faróis de duplo refletor, friso cromado na base da tampa traseira e lanternas que misturam círculo e traço horizontal. Já de perfil, o modelo parece mais esportivo, devido ao desenho das rodas de liga leve e à coluna B na cor preta. O porta-malas tem capacidade compatível com a de um hatch compacto e é todo forrado, mas a cobertura do estepe poderia ser de material melhor e falta rede para pequenos objetos.

POR DENTRO Além dos motores E.torQ, outra mudança na linha Palio foi o novo revestimento dos bancos, de tecido de toque agradável e com estampa de bom gosto. A decoração interna segue a filosofia sóbria do design externo, com detalhes em plástico imitando metal, na cor cinza-escura, presente no painel central, nos frisos dos painéis das portas, no pomo da alavanca de marcha, nas maçanetas e na alavanca do freio de estacionamento. Uma das vantagens dos carros da Fiat é a ampla oferta de equipamentos, seja de série ou opcionais. O compacto pode vir com pacotes bem recheado de itens de conforto e segurança (destaque para os três apoios de cabeça no banco traseiro, onde falta apenas o cinto de três pontos para o passageiro do meio), embora a conta fique bem alta. Os pontos negativos ficam para a buzina, difícil de ser acionada; e para o controle do volume do som, que não tem ranhuras nem altura suficiente para a pega, dificultando a operação e desviando a atenção do motorista.

VEREDICTO O novo motor 1.6 16V E.torQ aumentou o fôlego do Palio, que ganha “saúde” para resistir com bravura até a chegada do sucessor, em meados de 2011. O modelo ficou gostoso de dirigir em qualquer situação, seja no trânsito urbano ou na estrada, e com um nível de consumo que se espera de um compacto. Os pontos mais negativos são o reduzido espaço interno, que não oferece muito conforto, principalmente no banco traseiro; e o acabamento, que merecia ser mais bem cuidado, mesmo para um carro desse segmento.

Leia o teste ponto a ponto do Palio 1.6 16V.

Rodas de liga leve e defletor na tampa traseira dão aparência esportiva ao hatch - Rodas de liga leve e defletor na tampa traseira dão aparência esportiva ao hatch

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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André
André - 24de Março às 16:10
Prefiro o 1.8 GM. O 1.8 16V Etorq sim é bom. Ainda assim, perde de torque em baixa pro GM, mas a potência razoavelmente superior compensa. O GM tem 2cv a menos que o 1.6, mas tem uns 2kgfm de torque a mais (significativo) e tem o conforto do excelente torque em baixa, além de ser um motor robusto.
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