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Qual é a transmissão ideal, manual ou automática?

Controle, praticidade e preço pesam na hora da escolha.


Danilo César - Diario de Pernambuco

Publicação: 12/07/2012 00:01 Atualização: 12/07/2012 10:24

Na hora de comprar um carro vem a dúvida: câmbio manual ou automático? Há quem prefira o manual, para ter mais controle sobre o carro, mas todos sabem que naquele trânsito de fim de tarde, deixar a perna esquerda livre é bem melhor. E a situação vem ganhando novos ares. O que antes era equipamento apenas para carros de luxo, hoje já faz parte da lista de opcionais dos modelos mais populares. E tem muito brasileiro preferindo pagar valor que chega até R$ 5 mil a mais pelo conforto.


Há três décadas, o câmbio manual era a principal opção no mercado. Havia poucos automáticos e os que existiam perdiam muito tempo nas trocas de marchas e eram considerados carros de idoso ou de quem tinha alguma deficiência física. Porém, com o aumento da frota de veículos nas cidades e o surgimento de grandes engarrafamentos, a opção pelo câmbio automático vem crescendo e se tornando preferência da maioria.

Graça Buarque prefere sentir o motor, por isso usa câmbio manual (Arthur de Souza Esp/DP/D.A Press)
Graça Buarque prefere sentir o motor, por isso usa câmbio manual

Apesar de ter opção, muita gente aposta no tradicional e ainda prefere o velho e bom câmbio manual, já que esse possibilita uma condução mais esportiva. É o caso da biomédica Graça Buarque. Para ela, o câmbio automático tira do motorista uma maior interação com o veículo. “Sempre dirigi carros mecânicos e, nas vezes que guiei um automático, senti falta da conversa com o motor, do controle do carro”, fala.


O mesmo acontece com o estudante Pedro Cerqueira. O jovem também não faz questão do câmbio que resolve tudo sozinho. “É muito ruim o automático. Para quem não tem costume, demora um pouco para pegar o jeito. E eu já dirijo há muito tempo o câmbio manual, não tenho vontade de ter um automático”, conta Pedro.


Porém, não precisar usar a perna esquerda para fazer a troca de marchas é o que muitos preferem. Cada vez mais moderno, o câmbio automático tem um melhor custo - benefício, porém, a diferença em relação ao consumo é um pouco maior, comparado com o manual, não atraindo tanto os consumidores. “Há 4 anos o consumo era bem maior. Mas é possível ter uma média de 9 km/l com um modelo 1.8 com o automático”, fala Armando de Paula, gerente da oficina da Caxangá Veículos.

Gildo Lins se apaixonou pela praticidade e conforto do carro automático (Julio Jacobina/DP/D.A Press)
Gildo Lins se apaixonou pela praticidade e conforto do carro automático

Outro “medo” que as pessoas tinham quando iam comprar um automático era em relação à manutenção. O alto custo para a troca de peças ou conserto de algum problema assustava quem estava interessado num automático. “Hoje, a manutenção ainda é um pouco mais alta que um câmbio manual, mas é quase inexistente, já que os câmbios mais modernos estão equipados com sistemas eletrônicos com vários sensores. Se der algum problema em um desses sensores é só trocá-los, o que barateia a manutenção”, explica Adriano Clemente, eletromecânico da Eurovia Renault.


“A escolha foi pela facilidade”. Assim define o aposentado Gildo Lins, 72, que há cinco anos começou a usar o câmbio automático. “Sempre dirigi carro mecânico, mas quando comprei um carro automático e vi a praticidade e o conforto do câmbio, me apaixonei. Não quero mais trocar”, fala Gildo.

Automatizado
Além das duas opções bem conhecidas, a automática e a manual, agora encontramos o câmbio automatizado, que chegou como uma alternativa mais barata, equipando os modelos populares. Esse sistema usa os dois tipos de câmbio, a estrutura e peças do mecânico, mas com acionamento das marchas do automático.


Nos últimos anos, a onda de câmbios automatizados vem invadindo as ruas das cidades. Os grandes engarrafamentos estão fazendo com que as pessoas passem a optar por esse tipo de câmbio, em especial por ser mais prático que o manual e mais barato do que o automático. “A vantagem de se ter um câmbio automatizado é pela manutenção. Por usar a mesma estrutura do câmbio mecânico, reparar possíveis defeitos sai bem mais em conta que o automático”, explica Humberto de França, mecânico da Disnove Volkswagen.

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Saiba mais

Preço das versões:

Gol G5
Manual:
R$ 37.500*
Automatizado: R$ 38.000

Renault Sandero
Manual:
R$ 38.100*
Automático: R$ 41.350

Fiat Strada Adventure Cabine Dupla
Manual: R$ 51.490*
Automatizado: R$ 54.060

Chevrolte Cruze
Manual: R$ 65.500*
Automático: R$ 67.500

Toyota Corolla
Manual: R$ 67.900*
Automático: R$ 72.900

* Versão completa sem câmbio automático

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Rangel Santos
Testei o novo gran siena e o carro com cambio dualogic da muitos trancos ao mudar de marchas, não gostei!! testei também o space fox automatizado e o nas subidas fica uma mudança de marchas muito chata e da 1° para 2° da tranco também! as melhores são nissan e atécmesmo citroen com 4 machas!! | Denuncie |

Autor: Rangel Santos
A matéria esqueceu de ressaltar os câmbios CVT que pode dar uma economia maior no consumo de combustível em relação ao manual, caso o do Sentra. Esqueceram de avisar que a manutenção no automatizado é mais barata na caixa,mas masa central que passa as marchas são caríssimas,pelo menos as da FIAT. | Denuncie |

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