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Suzuki investe em motocicletas sem carenagem

Suzuki Gladius 650 e GSR 750 sem carenagem são a nova estratégia da Suzuki para recuperar mercado no país. Uma é equipada com motor de dois cilindros em V e a maior com de quatro em linha

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Téo Mascarenhas - Estado de Minas

Publicação: 19/04/2013 09:37 Atualização: 25/04/2013 14:43

O sistema de freios ABS é de série na GSR 750 (Suzuki/Divulgação)
O sistema de freios ABS é de série na GSR 750

A linha de motocicletas Suzuki vai sendo reforçada no Brasil com novos modelos para tentar reverter a expressiva perda de território para a concorrência. A artilharia mira em diversos segmentos, atacando simultaneamente vários campos de batalha. Depois de lançar a “popular” GS 120, o modelo misto cidade e campo V-Strom 650, agora com ABS, a estradeira Bandit 1250 versão carenada e a superesportiva GSX-R 750, a marca apresenta duas novas nakeds, ou peladas: Gladius 650 e GSR 750, já como modelos 2014. Mesmo conceito, mas tipos de motor diferentes. A Gladius 650 tem dois cilindros em V e a GSR, o tradicional quatro cilindros em linha.

A SVF 650 Gladius foi lançada em 2008 com pompa e circunstância na vitrine da famosa casa Dior em Paris. O glamour, porém, foi uma estratégia de marketing para badalar o modelo, que tem mesmo vocação para uso habitual, sem a sofisticação sugerida. Já o batismo foi inspirado nos gladiadores que combatiam no coliseu da Roma antiga, insinuando força e espírito guerreiro. O coração, entretanto, foi herdado. O motor, com arquitetura de dois cilindros em V inclinados a 90 graus e 645 cm³ de cilindrada, já andou batendo no modelo Cagiva Raptor 650, além das “primas” Suzuki SV e da própria V-Storm 650, “colega” de linha 2014.

Painel da 750 (Suzuki/Divulgação)
Painel da 750



MISTURA

O motor equipado com refrigeração líquida e injeção eletrônica de combustível desenvolve 72cv a 8.400rpm e torque de 6,53kgfm a 6.400rpm. As rodas em aros de liga leve têm 17 polegadas de diâmetro, conferindo mais agilidade às mudanças de direção. A suspensão dianteira é convencional não invertida com tubos de 41 milímetros de diâmetro. A suspensão traseira é do tipo mono. O freio dianteiro tem duplo disco de 290 milímetros e o traseiro disco simples de 240 milímetros. O sistema ABS é de série. O tanque comporta 14,5 litros e o painel mescla conta-giros analógico com tela digital em formato semelhante ao do modelo B-King.

O quadro em treliça fica aparente na Gladius 650 (Suzuki/Divulgação)
O quadro em treliça fica aparente na Gladius 650


O visual tem nítida inspiração em outros modelos italianos. O quadro em treliça, com os tubos trançados à mostra, assim como o tanque arredondado, lembram a Ducati Monster. Já o farolzão destacado na dianteira de formato ovalado parece com a MV Agusta Brutale. Uma mistura interessante e harmoniosa, completada por escape de saída baixa e alças para apoio do passageiro. O câmbio tem seis marchas e o peso em ordem de marcha é de 202kg. O preço sugerido é de R$ 26.990.

Coração

A outra pelada apresentada ao mercado nacional é a GSR 750. Equipada com motor de quatro cilindros em linha tem história parecida. O motor foi herdado da superesportiva GSX-R 750, que passou por uma reformulação em 2011, abrindo espaço para a nova utilização. O poderoso motor, contudo, foi “amansado” para poder equipar a mais pacata GSR 750, com pretensões menos esportivas e utilização diária. A potência máxima declarada chega a 106cv a 10.000rpm e o torque a 8,16kgfm a 9.000rpm, equipado com refrigeração líquida e injeção eletrônica de combustível. Os cacoetes esportivos, porém, permanecem na suspensão dianteira invertida, com possibilidade de ajustes na suspensão traseira do tipo mono, e as rodas são de liga leve com aros de 17 polegadas de diâmetro.

O painel da Gladius 650 mescla elementos analógicos e digitais (Suzuki/Divulgação)
O painel da Gladius 650 mescla elementos analógicos e digitais


O quadro é convencional, em tubos de aço, com o motor reforçando parte da estrutura, enquanto os freios dianteiros contam com dois discos de 310 milímetros de diâmetro. O freio traseiro tem disco de 240 milímetros. Assim como na Gladius, o sistema ABS é de série. O visual é agressivo, com farol assimétrico fazendo conjunto com microcarenagem. O painel mistura elementos, com destaque para o conta-giros analógicos e os instrumentos digitais. A traseira tem suporte de placa dependurado, conforme as tendências de estilo mais atuais. O tanque comporta 17,5 litros, o peso em ordem de marcha é de 213kg e o banco fica a 815 milímetros do chão. O preço sugerido é de R$ 36.900.

GSR 750 (Suzuki/Divulgação)
GSR 750
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Esta matéria tem: (6) comentários

Autor: Thiago Beserra
Quadro em tubos de aço?? Afffff..... Que porcaria | Denuncie |

Autor: Cesar Silva
O problema da Suzuki no Brasil nem de longe é a concorrência, que apresenta modelos "naked" em seu portfólio. Enquanto a J.Toledo detiver a representação dessa marca no Brasil, a montadora japonesa continuará a perder seu território por aqui. Um pena, pois os produtos SUZUKi até que são honestos. | Denuncie |

Autor: Bruno Massa
Qual foi lançada primeiro? Não no Brasil, mas lá fora? Aí vejamos quem copiou quem. | Denuncie |

Autor: Theles Luciano Silveira
enquanto a Suzuki não assumir a operação no Brasil,e a J.Toledo continuar representando eles, passo longe! | Denuncie |

Autor: Samurai Lucas
O design é atual e vem seguindo tendencias retas e agressivas assim como a Z800 e a XJ6.... o Preço continua uma PIADA... sendo q la fora vc compra uma GSX-R750 ...que é a top de linha desta categoria por 12.000 $$$... faz a conta... NAO É SÓ CARGA TRIBUTARIA NAO !!!!!! | Denuncie |

Autor: Ricardo Teixeira
O design da GSR750 foi copiado da Z800? Sim, claro ou com certeza? | Denuncie |

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