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Bruno Freitas - Estado de Minas
Publicação: 07/06/2011 19:38 Atualização: 07/06/2011 20:17
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De Pouso Alegre, MG - Transportar passageiros entre os bairros da então pacata Pouso Alegre, na Região Sul de Minas Gerais, em 1968, não era só um trabalho. Também era pura aventura. Àquela época, eram poucas as ruas pavimentadas do município e a demanda para linhas de ônibus urbanos, baixa. Um cenário pouco progressista, mas que não desanimou o jovem Antônio Afonso da Silva a comprar uma jardineira, uma lotação e assumir o transporte coletivo da cidade. Com o dinheiro de um dos dois caminhões nos quais trabalhou ao lado do pai, entre 1965 e 1968, Toninho, como é conhecido no meio, colocou os primeiros ônibus da Cipatur (abreviação de Circular Pouso Alegre Turismo) para rodar. “O caminhão que você pagou com trabalho é seu. O que eu paguei é meu. Vá, faça seu negócio e seja feliz”, incentivou o pai, Afonso Pedro da Silva, ao filho, que em 1983 tornou-se sócio do Expresso Gardênia. Naquele ano, a frota da empresa era composta por 19 ônibus, enquanto nas linhas da Cipatur havia 25 coletivos.
Confira a galeria completa de fotos dos ônibus do acervo da viação Gardenia!
O tempo passou, os ônibus evoluíram e a Gardênia se transformou em uma das maiores empresas de ônibus do estado, transferindo sua sede para Belo Horizonte. O laço afetivo que Toninho tem com Pouso Alegre ficou mais forte, razão que levou o empresário a buscar e restaurar os primeiros modelos de ônibus que marcaram a trajetória de ambas as empresas. “Gosto muito de ônibus, é a minha vida. Por isso decidi dar um presente para Pouso Alegre, reunindo veículos que marcaram a história da cidade”, conta o empresário, que mantém ainda no acervo um Aero Willys 1963 e um Chevrolet Opala 1971, que quando novos, foram usados por um médico e um gerente bancário conhecidos no município.
A ideia, afirma Toninho, é até o fim do ano inaugurar um museu com os veículos num galpão que fica dentro da garagem da empresa em Pouso Alegre. “Vou colocar uma plaquinha contando a história de cada veículo”, antecipa. Outros três ônibus Mercedes-Benz, monoblocos O-326, O-355 e O-364, estão sendo reformados e deverão ser incorporados ao acervo. Enquanto eles não ficam prontos, Veículos ouviu a história de cada um dos ônibus restaurados.
Jardineira GMC 1952(foto)
Exatamente igual à primeira jardineira da Cipatur, o modelo norte-americano é raro e na recuperação teve peças trazidas dos EUA. Ganhou pintura vinho, como nos atuais ônibus da Gardênia, mas conserva bagageiro no teto e escada traseira. Fica exposta na rodoviária de Pouso Alegre durante o Natal, com direito a boneco de Papai Noel.
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| Mercedes-Benz O-371 RS 1992 |
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Esta matéria tem: (3) comentários
Autor: Roberto Matos da Silva
No final dos anos 60 andei muito nos ônibus da Grassi, iguais aos mostrados na linnha Aparecida, em BH e no ônibus igua ao Nicola de BH para RJ pela Útil. | Denuncie |
Autor: antonio rubens
É muito bom termos mais um museu como o do Ônibus de São Paulo. Parabéns. nós os BUSÓLOGOS vibramos com uma notícia dessa. | Denuncie |
Autor: Aldo Gouvea Bragança
Parabéns ao empresario pelo acervo, conservação e iniciativa. Espero poder visitar o museu em breve. | Denuncie |